NACIONAL

Ministro Wolney Queiroz lança Concurso Nacional de Monografias sobre a Previdência Social durante evento anual da SBPC

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participou nesta sexta-feira (18) da 77ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), maior evento da América Larina sobre ciência. O encontro reúne estudantes, pesquisadores e professores na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife, de 13 a 19 de julho, e tem como tema desta edição “Progresso é Ciência em todos os Territórios”.

Na ocasião, o ministro anunciou o lançamento do “Concurso Nacional de Monografias sobre a Previdência Social”, iniciativa da pasta para incentivar a produção científica de qualidade sobre o sistema previdenciário.

“Queremos que os nossos estudantes e pesquisadores pesquisem e nos tragam informações sobre a Previdência Social”, afirmou o ministro ao anunciar o concurso. “Enfrentamos recentemente o maior ataque aos segurados da Previdência Social e agora temos que olhar para a frente. Aproveitei nosso momento com a ciência brasileira para anunciar este concurso de monografias”, prosseguiu, em referência à fraude dos descontos associativos contra beneficiários do INSS.

Participaram da mesa, além do ministro, a nova presidenta da SBPC, Francilene Procópio Garcia, que tomou posse nesta quinta-feira (17) na UFRPE e é a primeira nordestina a assumir o comando da entidade; seu antecessor, o professor e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro; e a reitora da UFRPE, Maria José de Sena. 

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Durante sua participação, o ministro trouxe dados e destacou que a Previdência Social protege quem sustenta o país, repara injustiças históricas e previne abusos com inovação e firmeza. O INSS investe na proteção social do povo brasileiro, por exemplo, R$ 87,2 bilhões por mês, o equivalente a R$ 1,13 trilhão por ano. Em mais de 65% das cidades brasileiras, a Previdência paga mais do que o Fundo de Participação dos Municípios.

O sistema paga hoje 40,7 milhões de benefícios previdenciários ou assistenciais por mês, de acordo com o Boletim Estatístico da Previdência Social (BEPS) de abril de 2025; e 60,7 milhões de segurados – brasileiros que contribuem e estão protegidos pelo sistema previdenciário.

A presidenta da SBPC enfatizou a importância da igualdade de oportunidades entre pesquisadores, considerando especialmente a desigualdade estrutural de gênero na sociedade, e pediu apoio e acompanhamento do ministro com a demanda da academia para que pesquisadores bolsistas sejam incluídos no Regime Geral da Previdência Social.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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