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MEC realiza encontro de especialização em educação digital

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nos dias 15 e 16 de abril, em Brasília (DF), o Encontro Nacional da Especialização em Educação Digital e Inovação Pedagógica na Educação Básica, reunindo representantes das redes estaduais e municipais de ensino, universidades parceiras e cursistas da formação. A iniciativa teve como objetivo socializar resultados, consolidar aprendizados e fortalecer a implementação da educação digital e midiática nos currículos escolares, em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE). 

O evento contou com a participação de equipes técnicas das redes de ensino, coordenadores da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e estudantes da especialização. Esta foi a segunda vez que o curso realizou atividades presenciais. Em 2025, foram promovidos encontros regionais, mas, desta vez, a iniciativa reuniu representantes de todas as regiões do país para a consolidação de ações formativas. 

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, o encontro reforça que a conectividade nas escolas, além da infraestrutura adequada, precisa estar acompanhada de formação docente, para que as tecnologias contribuam efetivamente para a aprendizagem. “O acesso à internet para fins pedagógicos não é só sobre wi-fi. As escolas também precisam de professores formados em educação digital e de equipamentos adequados para potencializar esse processo de aprendizagem. A gente vê muitas possibilidades de usar a internet e as redes sociais para coisas boas, e o MEC segue apoiando estados e municípios nessa caminhada”, destacou. 

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Programação – Durante a programação do primeiro dia de evento (15), os participantes acompanharam a apresentação de um panorama da assessoria técnica oferecida às redes de ensino e participaram do painel “Educação Digital e Midiática: onde estamos e próximos passos”, que discutiu avanços e desafios para a integração das tecnologias digitais aos processos de ensino e aprendizagem. 

O encontro também contou com a mesa “Inteligência Artificial na Educação: diretrizes e práticas para uso responsável”, que apresentou um documento orientador sobre o uso de IA na educação básica, elaborado para apoiar redes de ensino e professores na adoção responsável dessas ferramentas no ambiente educacional. 

A programação incluiu, ainda, um painel com organizações parceiras – Palavra Aberta, Instituto Alana, Fundação Telefônica Vivo e SaferNet Brasil – que compartilharam iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação digital e midiática nas redes públicas. Também foi realizada uma oficina em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para apresentar possibilidades de utilização dos cursos da plataforma Mais Professores na formação docente continuada. 

O encontro promoveu momentos dedicados à troca de experiências de implementação de educação digital e midiática exitosas entre as redes de ensino. Gestores e educadores apresentaram boas práticas desenvolvidas nos territórios e participaram de oficinas voltadas à formação docente e ao currículo. 

Política – A educação digital e midiática ganhou reforços com a abertura do ciclo de 2026 da Política de Inovação Educação Conectada, integrada à Enec. A política apoia estados e municípios na ampliação da conectividade nas escolas e no uso pedagógico das tecnologias, com ações que incluem formação de professores, acesso a recursos educacionais digitais e investimentos em infraestrutura tecnológica.  

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Nesse contexto, o MEC abriu período para que redes de ensino indiquem escolas públicas aptas a participar de novos ciclos da política, ampliando o alcance das ações voltadas à conectividade e ao uso educacional da internet na educação básica. A iniciativa busca fortalecer o acesso a tecnologias digitais e apoiar as redes na integração desses recursos às práticas pedagógicas. 

Escolas Conectadas A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas promove a conectividade com qualidade e intencionalidade, entendendo a infraestrutura como base para o desenvolvimento da educação digital e midiática. A partir de uma atuação integrada, a Enec busca transformar as escolas públicas, garantindo não apenas o acesso, mas o uso pedagógico seguro e qualificado das tecnologias. 

Coordenada pelo MEC, em colaboração com outros órgãos do governo federal e das redes de ensino, a iniciativa prevê R$ 8,8 bilhões de aportes, sendo R$ 6,5 bilhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), dos quais R$ 2,6 bilhões já foram executados. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Nova CNH gera economia de R$ 9,6 bilhões para motoristas em oito meses

Mudanças nas regras reduziram custos e tempo para obtenção e renovação da carteira; medidas incluem digitalização, cursos gratuitos e renovação automática para bons condutores

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As mudanças recentes nas regras para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já proporcionaram uma economia estimada de R$ 9,6 bilhões aos motoristas brasileiros em apenas oito meses. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (10).

Segundo a pasta, o custo médio para obtenção da habilitação na categoria AB, que permite dirigir carros e motocicletas, passou a ser de aproximadamente R$ 1.256, uma redução de cerca de 50%. Além da economia financeira, o tempo médio necessário para conseguir a carteira também diminuiu 30%.

As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no fim de 2025 e alteraram de forma significativa o modelo tradicional de formação de condutores. Entre as mudanças está o fim da obrigatoriedade de realização de aulas exclusivamente em autoescolas.

Com a alteração, os candidatos podem realizar a preparação teórica por meio de cursos digitais gratuitos e fazer as aulas práticas com instrutores autônomos credenciados. De acordo com o Ministério dos Transportes, houve aumento de 12% na realização dos cursos teóricos após a implementação das novas regras.

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Outra mudança foi a redução da carga mínima de aulas práticas. O número, que anteriormente era de 25 horas, caiu para apenas duas horas. Também houve revisão de exigências consideradas burocráticas. Apesar das alterações, continuam obrigatórios os exames médicos, as provas teórica e prática e o registro biométrico dos candidatos.

O novo modelo também trouxe mudanças para a renovação da habilitação. Motoristas considerados bons condutores, sem infrações recentes e cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores, passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas condições.

Segundo o Ministério dos Transportes, foram realizadas 1,7 milhão de renovações automáticas, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 1,44 bilhão para os condutores.

A procura pela habilitação também cresceu. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos, alta de 216% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,3 milhões. Para o governo, o aumento está relacionado à redução dos custos e à maior facilidade para emissão da CNH.

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o conjunto de medidas reduziu de maneira significativa o custo para obter a primeira habilitação, que historicamente representa uma barreira de acesso, principalmente para a população de menor renda.

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As mudanças, porém, também provocaram críticas de entidades ligadas ao setor de autoescolas. As organizações apontam possíveis riscos à qualidade da formação dos novos motoristas e defendem a manutenção de exigências mínimas mais rigorosas.

O governo, por outro lado, argumenta que a padronização dos exames e a manutenção das provas obrigatórias garantem a segurança necessária durante o processo de habilitação.

Nos primeiros meses de implementação, apenas 13,2% dos novos habilitados realizaram as aulas práticas com instrutores autônomos. O Ministério dos Transportes informou ainda que houve redução de 77% nos registros de infrações entre novos condutores.

As medidas fazem parte de uma estratégia de modernização e redução da burocracia no processo de habilitação, com foco na diminuição dos custos para os motoristas e na ampliação do acesso à CNH.

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