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Justiça climática ganha palco em conferências estaduais

A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) avança pelo país com a realização das etapas estaduais em todas as unidades da federação. Com foco em educação e justiça ambiental, as conferências promovem o aprofundamento dos debates sobre os desafios socioambientais contemporâneos. Nesta fase, são escolhidos os estudantes que integrarão a delegação estadual e o projeto de ação que representará cada estado na etapa nacional, marcada para ocorrer entre os dias 6 e 10 de outubro, em Brasília. 

Com consciência e protagonismo juvenil, foi aberta na quarta-feira, 30 de junho, a IV Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CEIJMA), em Natal (RN). A conferência marca o ponto alto de um processo iniciado nas escolas do estado, envolvendo diretamente mais de 180 unidades de ensino e cerca de 3.500 estudantes com idade entre 11 e 14 anos. A programação se estende até esta sexta-feira, de agosto, com debates, oficinas e eleição dos projetos e delegados que representarão o estado na etapa nacional, em Brasília. 

A estudante Thalita Carvalho, do 7º ano da Escola Estadual 30 de Setembro, de Mossoró (RN), foi uma das protagonistas do evento e compartilhou a experiência de refletir sobre educação ambiental com estudantes de todo o estado. “Eu não imaginava que estaria aqui e que seria escolhida para apresentar o projeto. Mas desde que comecei a estudar o tema, me apaixonei. Quando soube que iria para a etapa estadual, fiquei muito feliz” contou. 

Coordenador estadual da conferência, o educador Jorge Raminelli enalteceu o engajamento dos estudantes, das escolas e da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) do governo do Rio Grande do Norte. “A conferência é uma construção coletiva que só foi possível graças ao engajamento das diretorias, dos municípios e, principalmente, das escolas. Estamos formando uma geração de jovens comprometidos com um novo pacto ecológico”, afirmou. 

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A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é organizada pelos ministérios da Educação (MEC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Essa etapa estadual, realizada no Rio Grande do Norte, contou com apoio do governo local, por meio da SEEC. No estado, a conferência adotou o tema “Vamos transformar o RN com educação e justiça climática. 

Construção coletiva – O consultor do Ministério da Educação (MEC) José Janielson Sousa, que representou a Comissão Executiva Nacional, abordou a importância do evento como espaço de construção coletiva. “As conferências escolares foram momentos ricos de debate e elaboração de propostas. Aqui, na etapa estadual, celebramos esse percurso e elegemos nossos representantes para a nacional. Eu mesmo fui delegado em 2008 e essa vivência mudou minha vida. Aproveitem cada instante, porque essa experiência é transformadora”, incentivou, saudando os participantes em nome da equipe nacional da conferência. 

Cerca de 3.500 estudantes participaram da conferência no estado. Representantes foram escolhidos para apresentar projetos sobre justiça climática. Foto: Joana Lima / SEEC RN
Cerca de 3.500 estudantes participaram da conferência no estado. Representantes foram escolhidos para apresentar projetos sobre justiça climática. Foto: Joana Lima / SEEC RN

A pluralidade de vozes e projetos foi o ponto destacado pela representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Neuza Helena Rocha Barbosa, analista ambiental e integrante da Comissão Executiva Nacional da CNIJMA. “A etapa estadual só é possível porque começou na base, nas escolas e nos municípios. Aqui é um momento de formação, escuta e valorização da diversidade  temos adolescentes da zona rural, da periferia urbana, negros, indígenas, com deficiência, surdos. Essa riqueza é o que torna a conferência tão potente e urgente”, enalteceu. 

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, participou da abertura da conferência e destacou a urgência da consciência ambiental diante das mudanças climáticas. Ela parabenizou os estudantes pelo protagonismo e reforçou a importância da educação ambiental. “A sustentabilidade precisa andar de mãos dadas com justiça social e ambiental. O que estamos construindo aqui é um passo essencial nessa direção”, afirmou a chefe do executivo estadual. 

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A secretária-adjunta de educação do estado, Cleonice Kozerski, ressaltou o valor do engajamento juvenil e a simbologia presente no evento. “Todos nós começamos em movimentos como esse. Um grêmio estudantil, uma associação de bairro, uma conferência… E é nesse espaço que começamos a entender que a nossa casa é muito maior: é o planeta”, afirmou. Além das autoridades citadas, a cerimônia contou com a presença de demais autoridades do governo local. O diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, Thales Dantas, também compôs o grupo de autoridades presentes. A juventude potiguar esteve representada por Jamyle Medeiros, do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do RN. 

CritériosAlém de aprofundar os diálogos sobre o tema, a etapa estadual da CNIJMA elege a delegação e o projeto de ação para representar a unidade federativa na Conferência Nacional. A definição dos critérios para a priorização dos projetos que irão participar das próximas etapas da conferência é de responsabilidade da Comissão Organizadora Estadual (COE) e deve constar no regulamento estadual. Dentre esses critérios, os organizadores estaduais deverão observar o equilíbrio de gênero (meninos e meninas) e buscar a representatividade entre meio rural e urbano, capital e interior, assim como de diferentes etnias. 

As conferências estaduais ocorrem após as etapas de conferência nas escolas e conferências regionais/municipais  estas, opcionais. Confira as datas das conferências estaduais em cada estado:  

 


Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEEC do RN 

Fonte: Ministério da Educação

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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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