NACIONAL

InovEPT 2025 discute sustentabilidade na Rede Federal

O eixo de sustentabilidade e meio ambiente foi tema das discussões, nesta quarta-feira, 11 de junho, do III Encontro Nacional de Inovação e Empreendedorismo na Educação Profissional e Tecnológica (InovEPT). O evento gratuito, que é organizado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC), segue até o dia 12 de junho no Campus Brasília do Instituto Federal de Brasília (IFB). 

O segundo dia do encontro contou com uma mesa redonda intitulada “Diálogo entre Institutos Federais: estratégias na implementação do Plano Diretor de Logística Sustentável”. O debate reuniu iniciativas exitosas do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), que compartilharam experiências sobre a implementação de projetos e ações que envolvem política e educação ambiental nas suas unidades. 

A responsabilidade social e ambiental; os passos para a elaboração e a implementação do Plano Diretor de Logística Sustentável (PDLS) nos Institutos Federais; e a catalogação de dados e diagnósticos levantados em cada instituição foram destaque nos debates. 

O servidor Pablo Pinheiro, do IFAL, falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica de construção de um futuro mais sustentável para a comunidade acadêmica. “A gestão ambiental é uma ferramenta absolutamente necessária, deve ser contínua e permanente, pois nossas vidas dependem, mais do que nunca, de um pacto global pela conservação planetária”, resumiu. 

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Durante o InovEPT, uma exposição que reúne projetos da Rede Federal alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) está disposta nos corredores do campus que recebe o evento.  

A professora Cezarina Maria, do Instituto Federal do Pará (IFPA), apresentou um deles, intitulado “Estudos sobre pobreza menstrual, tecnologias sociais em saneamento e objetivos de sustentabilidade na Amazônia”, que é ligado à meta mundial que trata de igualdade de gênero. O estudo foi desenvolvido com 19 mulheres da cidade de Igarapé-Miri (PA), e concluiu que as entrevistadas vivem em situação de pobreza menstrual agravada pelas condições de saneamento básico da região. 

A próxima etapa da pesquisa vai focar no desenvolvimento de um absorvente alternativo para as mulheres da comunidade, com um material feito de pano e ecologicamente sustentável. “Nossa pesquisa destaca a importância do saneamento básico no norte do país, do acesso à água potável e de políticas efetivas de combate à pobreza menstrual”, disse a docente. 

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O diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Cláudio Alex, explicou como o tema é norteador das discussões do evento e das ações da Setec. “O eixo de sustentabilidade tem o intuito de apresentar e discutir os desafios, as metodologias e as práticas inovadoras voltadas à sustentabilidade na educação profissional e tecnológicaÉ uma oportunidade para que as redes de ensino possam compartilhar experiências para mitigar e enfrentar as mudanças climáticas, explicou o diretor.  

Mais de 300 projetos que contemplam os 17 ODS foram submetidos via edital da secretaria, em parceria com o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). A seleção dessas iniciativas foi feita pela avaliação de critérios como o impacto social, o alinhamento aos ODS e o poder de replicação das ações. Destes, 63 foram selecionados para apresentação no InovEPT. 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Setec  

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

CNCA completa três anos com 66% das crianças alfabetizadas

Nesta sexta-feira, 12 de junho, o Ministério da Educação (MEC) celebra três anos do compromisso de garantir que todas as crianças brasileiras fossem alfabetizadas ao final do 2° ano do ensino fundamental, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), em conjunto com estados, municípios e Distrito Federal (DF). Desde então, o Brasil ultrapassou a meta estabelecida para 2025, chegando a 66% das crianças alfabetizadas na idade certa. Além disso, 20 estados superaram ou atingiram os objetivos previstos para o período. 

Ao longo desses três anos, 5.568 municípios brasileiros e as 27 unidades federativas passaram a atuar de forma articulada para fomentar a alfabetização, aprimorar a gestão educacional e promover ações capazes de garantir que nenhuma criança fique para trás.  

Instituído pelo Decreto n° 11.556/2023, consolidado em política de estado pela Lei nº 15.247/2025, o compromisso reforça que a alfabetização é um direito básico e a sustentação para toda a trajetória educacional. 

Para implementação dos eixos estruturantes do CNCA, o MEC investiu R$ 1,9 bilhão na implementação da política. Os recursos foram alocados para a mobilização de mais de 7,3 mil articuladores em todos os municípios brasileiros e para a formação de aproximadamente 643 mil professores da educação infantil, bem como de cerca de 200 mil professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Além disso, mais de 174 mil cantinhos de leitura foram implantados nas escolas, fortalecendo o acesso das crianças aos livros e às práticas de leitura desde os primeiros anos de vida. 

O CNCA também ampliou o uso de avaliações formativas e instrumentos de acompanhamento pedagógico, apoiando professores e redes de ensino na identificação de desafios e no planejamento de ações para garantir a aprendizagem de todas as crianças. São avanços que refletem o compromisso político e técnico de milhares de profissionais da educação em todo o território nacional. 

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Os resultados representam oportunidades e esforço permanente para reduzir desigualdades e promover equidade, assegurando que crianças negras, indígenas, quilombolas e de todos os contextos sociais possam desenvolver plenamente suas potencialidades. Os avanços, ao longo desses três anos, também demonstram a importância do regime de colaboração, já que o sucesso da política é resultado da atuação conjunta dos entes federativos e, sobretudo, do compromisso diário dos professores em sala de aula. 

Os avanços da alfabetização no Brasil demonstram a importância da construção coletiva no desenvolvimento de políticas públicas e evidenciam que, quando o país atua de forma articulada em torno de um objetivo comum, é possível transformar desafios em conquistas. Os resultados alcançados reforçam o compromisso de seguir avançando para garantir que cada criança, em qualquer lugar do país, tenha assegurado o direito à alfabetização na idade certa e a oportunidade de construir um futuro mais justo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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