NACIONAL

Grupo de Turismo avança na construção de Declaração Conjunta

O Brasil sediou, nesta sexta-feira (09.05), a 2ª Reunião Técnica do Grupo de Trabalho de Turismo, realizada em Brasília. O encontro teve como objetivo alinhar a elaboração de uma Declaração Ministerial que aborde os temas debatidos ao longo dos encontros, como a regionalização do turismo, turismo sustentável, resiliente e regenerativo, além de estratégias para a atração de nômades digitais.

A reunião foi conduzida pela secretária executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, e contou com a presença do ministro em exercício da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo. Participaram ainda representantes da China, Etiópia, Rússia, África do Sul, Emirados Árabes, Egito, Índia e Irã, além da Embratur. A ONU Turismo também marcou presença como convidada especial.

O encontro faz parte das ações do Brasil à frente da presidência do BRICS, sob o lema “Fortalecer a Cooperação do Sul Global por uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”. Na ocasião, a secretária Ana Carla reforçou o compromisso do país com o fortalecimento da cooperação turística como ferramenta estratégica de desenvolvimento sustentável, inclusão social e valorização da diversidade cultural.

“Sabemos o quanto o turismo é uma ferramenta poderosa para unir culturas, movimentar economias e gerar desenvolvimento. Hoje temos uma grande oportunidade de discutir e aprovar documentos que mostrem como o setor pode ser um vetor real de desenvolvimento sustentável nos países”, ressaltou a secretária.

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O ministro em exercício da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, destacou a relação entre turismo, biodiversidade aquática e conservação ambiental. Segundo ele, o turismo de pesca amadora e esportiva pode impulsionar a geração de renda, promover a inclusão social e contribuir para a adaptação às mudanças climáticas.

“O Brasil é um país com grande biodiversidade aquática. Nesse contexto, o turismo de base comunitária se apresenta como alternativa de baixo impacto que valoriza a identidade cultural dos povos tradicionais”, afirmou o ministro.

Durante a reunião, os países compartilharam experiências de sucesso no setor turístico e colaboraram na consolidação dos relatórios que embasam a futura declaração.

CASES BRASILEIROS – O coordenador de Sustentabilidade e Ações Climáticas no Turismo do MTur, Edson Barros, apresentou iniciativas brasileiras reconhecidas nacionalmente que ilustram a integração entre conservação ambiental, desenvolvimento local e turismo sustentável.

Um dos exemplos é o turismo de base comunitária desenvolvido na Praia do Patacho (AL), localizada na Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais. A iniciativa alia a geração de renda local com ações de preservação ambiental, destacando-se pelo trabalho de proteção do peixe-boi-marinho, espécie ameaçada de extinção.

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Outro destaque é a Biofábrica de Corais situada em Porto de Galinhas (PE), criada em 2021 no parque tecnológico da Universidade de Pernambuco. O projeto tem como foco a recuperação de recifes por meio do cultivo e reintrodução de corais em áreas degradadas, com forte participação da comunidade local, que também atua nos passeios turísticos. A iniciativa foi reconhecida pelo MTur com o Prêmio Nacional do Turismo.

REUNIÃO MINISTERIAL – Os Ministros do Turismo dos países que integram o BRICS reúnem-se na próxima segunda (12.05), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro contará com a presença de autoridades dos Estados-membros do bloco.

Durante o encontro, os ministros avaliarão os produtos e propostas elaborados pelo Grupo Técnico de Turismo do BRICS. Ao término das discussões, será realizada a votação e a assinatura da Declaração Ministerial, documento que consolida o compromisso conjunto em torno do fortalecimento da cooperação turística entre as nações.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Imprensa do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

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Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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