NACIONAL
Embraer faz primeiro voo de aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) destacou a realização do primeiro voo da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), desenvolvido pela Embraer, como um marco para a aviação brasileira e para o avanço da mobilidade aérea avançada no país. O voo inaugural integra a fase de ensaios e validações técnicas necessária ao processo de certificação conduzido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
As empresas Vertimob Infrastructure e PRS Aeroportos S.A. foram selecionadas para participar dos testes. Os resultados servirão de base para a elaboração de normas definitivas, contribuindo para a segurança jurídica, o estímulo à inovação e o avanço da mobilidade aérea avançada no Brasil.
De acordo com o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, a Anac acompanha todas as etapas do desenvolvimento da aeronave, incluindo testes em solo, voos experimentais e avaliações de sistemas, assegurando o cumprimento dos padrões internacionais de segurança e confiabilidade. “A partir desse voo experimental, tem início a campanha de certificação do equipamento, aguardada por diversas empresas nacionais e internacionais”, afirmou.
Daniel Longo disse ainda que o avanço do projeto demonstra o protagonismo do Brasil no cenário global da aviação “e a capacidade da indústria nacional de liderar soluções inovadoras, alinhadas à transição energética e à redução de emissões de CO2”. A iniciativa também contribui para a preparação do país em termos de infraestrutura, regulação e planejamento, incluindo o desenvolvimento de vertiportos (estruturas para pousos e decolagens, embarque de passageiros e carregamento das aeronaves) e novos modelos operacionais.
Inovação
O MPor vem atuando de forma integrada para preparar o sistema aéreo brasileiro para a incorporação dessas novas tecnologias. Em 2024, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) firmou um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com investimento de R$ 24 milhões, destinado ao desenvolvimento de estudos técnicos que subsidiem políticas públicas para os serviços aéreos, a infraestrutura aeroportuária e a aeronáutica, com foco na Mobilidade Aérea Urbana.
“Esse investimento assegura uma base técnica sólida para orientar decisões estratégicas do poder público e preparar o Brasil para a incorporação segura e eficiente dos novos modais aéreos”, destacou Daniel Longo.
Paralelamente, a Anac estruturou um sandbox regulatório voltado as vertiportos, criando um ambiente controlado para o teste de soluções inovadoras relacionadas à operação de eVTOLs. A iniciativa permite a avaliação prática da infraestrutura, requisitos de segurança e procedimentos operacionais, com flexibilização regulatória temporária e acompanhamento técnico da Agência.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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