NACIONAL
Com R$ 115 milhões em investimentos, começam as obras de requalificação do Aeroporto de Jacarepaguá
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (29) da cerimônia que marcou o início das obras de requalificação do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com investimentos previstos de R$ 115 milhões por parte da concessionária responsável, o projeto integra a 7ª rodada de concessões e reforça a estratégia do governo federal de estimular a aviação regional e fortalecer a infraestrutura aeroportuária no país.
“Este pode ser um novo hub de desenvolvimento da aviação do Rio de Janeiro”, afirmou Silvio Costa Filho sobre o Aeroporto de Jacarepaguá. Segundo o ministro, “à medida que Galeão e Santos Dumont crescem, este aeroporto também vai crescer; além do papel offshore, poderá, em breve, ser um centro para rotas Rio–São Paulo e novos destinos próximos, fortalecendo o turismo de negócios e a economia da região”. O ministro também mencionou que o parque do aeroporto prevê a construção de um hotel, contribuindo para geração de empregos e movimentação econômica.
Durante a cerimônia, o secretário Tomé Franca destacou o momento positivo vivido pela aviação civil brasileira. Segundo ele, 2024 foi um ano de recordes no setor, com mais de 25 milhões de passageiros internacionais em aeroportos do país, 84% de média de ocupação dos assentos e a maior oferta de voos da série histórica. “Esses números mostram a força e a potência do setor para o desenvolvimento social e econômico do Brasil”, afirmou. Franca reforçou que o êxito do empreendimento, que conta com mais de 8 mil investidores brasileiros, é fundamental para ampliar a confiança na infraestrutura como catalisadora do desenvolvimento.
O diretor da XP, Rafael Furlanetti, ressaltou que o projeto é financiado por mais de 8 mil investidores pessoa física, por meio de um fundo de infraestrutura. “Esse aeroporto não é apenas um projeto de um investidor em busca de retorno. É um investimento da população brasileira na infraestrutura do país”, disse. Ele também elogiou as políticas públicas que viabilizam projetos como este.
Obras
As intervenções da Fase 1-B incluem a construção da cerca operacional, implantação de nova via de serviço, área de segurança na extremidade da pista (RESA), nivelamento e reforço da pista de pouso e decolagem, melhorias na faixa preparada, substituição do sistema PAPI, modernização do balizamento luminoso, ampliação e iluminação do pátio de aeronaves e reorganização das posições de estacionamento. O investimento desta fase é de R$ 115 milhões, dentro de um total superior a R$ 146,6 milhões previstos ao longo da concessão.
Com vocação para a aviação geral, o aeroporto atende operações de helicópteros — especialmente para apoio às plataformas de petróleo na Bacia de Santos —, voos executivos, táxi aéreo e voos regionais operados pela Azul Conecta. Além dos investimentos obrigatórios, a concessionária já reformou o Terminal de Passageiros (TPS), instalou uma sala VIP e prevê novas ações, como a revitalização da fachada e a construção do Boulevard, espaço de 1.880 m² voltado à convivência e circulação de usuários.
Localizado em uma das regiões mais tradicionais da Zona Oeste carioca, o bairro de Jacarepaguá tem origem no tupi e significa “enseada do lugar dos jacarés”. A região foi marcada por engenhos de açúcar e fazendas cafeeiras, como a Fazenda da Taquara, além de abrigar atualmente mais de 20 mil empresas. Com infraestrutura urbana consolidada e mercado imobiliário em valorização, Jacarepaguá abriga um importante polo econômico da capital fluminense.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Luz para Todos avança em territórios indígenas e leva energia limpa a aldeias isoladas do Pará
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, marcou o início de uma nova frente de inclusão energética na Amazônia. Na data simbólica, o Ministério de Minas e Energia (MME) deu início a mais uma etapa da implementação da 1ª Tranche Especial Indígena do Programa Luz para Todos (LPT), voltada ao atendimento das aldeias Mapuera, em áreas remotas do Pará. A ação representa um avanço estratégico da política de universalização do acesso à energia elétrica em territórios indígenas isolados e busca beneficiar 2.910 unidades consumidoras.
Com investimento avaliado em R$ 129,3 milhões, reforça o compromisso da Pasta em levar energia limpa, dignidade e desenvolvimento social a comunidades onde barreiras geográficas ainda dificultam o acesso a serviços essenciais. O projeto integra a agenda de inclusão energética na Amazônia Legal e fortalece a redução das desigualdades regionais por meio de soluções adaptadas à realidade local.
“A ampliação de acesso à energia elétrica nessas comunidades é uma importante marca na promoção de cidadania, educação, saúde e comunicação, além de criar condições para que o desenvolvimento chegue respeitando a cultura e o modo de vida dos povos indígenas. Essa é uma ação que une justiça social, sustentabilidade e presença efetiva do poder público nas regiões onde ele se faz mais necessário”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Luz para Todos: respeito a tradição e novas oportunidades
A operacionalização será feita por meio da instalação de Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente (SIGFIs), tecnologia destinada a localidades isoladas e de difícil acesso que utilizam exclusivamente o uso de fontes renováveis para geração de energia. A solução garante atendimento contínuo sem necessidade de expansão convencional da rede, sendo adequada para áreas da floresta amazônica onde a logística impõe desafios técnicos consideráveis.
O início das atividades ganhou ainda mais significado com a recepção das equipes técnicas pela liderança das aldeias Mapuera, no Dia dos Povos Indígenas. O encontro simbolizou a convergência entre inovação tecnológica e respeito às especificidades culturais, consolidando uma ação construída para levar infraestrutura básica sem romper com a dinâmica tradicional das comunidades.
Criado em 2003, o Programa Luz para Todos já transformou a realidade de milhares de famílias paraenses. Somente no estado, foram beneficiadas mais de 592 mil famílias desde o início do programa. A intensificação em áreas remotas permitiu o atendimento de mais de 69 mil famílias em localidades antes excluídas do sistema convencional.
Os investimentos acumulados no Pará somam R$ 6,98 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram destinados exclusivamente a soluções para regiões isoladas. Agora, com a execução da 1ª Tranche Especial Indígena, o MME consolida mais um passo na construção de um modelo energético socialmente inclusivo, ambientalmente sustentável e alinhado às necessidades dos povos da Amazônia.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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