NACIONAL

Com faturamento recorde de R$ 23,9 bilhões, operadoras de turismo registram o maior valor da história em 2025

No último ano, as operadoras de turismo do Brasil movimentaram R$ 23,9 bilhões em faturamento, o maior valor da história e um aumento de 5% em relação a 2024. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) em parceria com o Ministério do Turismo nesta quinta-feira (28), constam no anuário de 2026 da associação.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou o recorde histórico registrado pela associação e disse que os números mostram a força do setor, um dos principais motores da economia nacional.

“O turismo gera emprego, renda e riqueza para o país. Temos registrados números incríveis neste início de ano e estamos trabalhando por mais. Os dados positivos da Braztoa revelam que o setor segue forte e se consolida como um importante motor da economia nacional”, afirmou o ministro.

O Anuário Braztoa 2026, que será divulgado na tarde desta quinta (28), revela ainda que foram registrados 9,71 milhões de embarques totais no ano passado, via operadoras – mantendo o setor em níveis historicamente elevados.

Os destinos brasileiros seguiram no centro das escolhas dos viajantes em 2025, evidenciando a força do turismo nacional e a diversidade de experiências oferecidas pelo país. Do litoral nordestino aos grandes centros urbanos, passando por destinos de natureza, cultura, entretenimento e bem-estar, o Brasil manteve protagonismo nas vendas das operadoras associadas à Braztoa, concentrando 78% do faturamento do setor (R$ 18,66 bilhões) e mais de 7,1 milhões de embarques (73% do volume total).

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No recorte nacional, o Nordeste manteve a liderança entre as regiões mais comercializadas, concentrando 39% do faturamento e 35% dos embarques. Na sequência aparecem Sudeste (29%), Sul (20%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7%), mostrando como diferentes regiões contribuem de forma complementar para a movimentação do turismo no país.

Ranking das cidades mais comercializadas pelas operadoras associadas à Braztoa:

  1. Maceió
  2. Rio de Janeiro
  3. São Paulo
  4. Salvador
  5. Natal
  6. Porto de Galinhas
  7. Porto Seguro
  8. Recife
  9. Fortaleza
  10. Gramado

Ranking dos Estados

  1. Bahia
  2. Pernambuco
  3. Alagoas
  4. São Paulo
  5. Rio de Janeiro
  6. Rio Grande do Sul
  7. Ceará
  8. Rio Grande do Norte
  9. Paraná
  10. Minas Gerais

O ranking das atrações mais comercializadas mostra a predominância de experiências de entretenimento, especialmente parques temáticos e aquáticos, mas também revela o interesse crescente por atrativos naturais, ícones turísticos e grandes eventos.

O ranking é composto por:

  1. Beto Carrero World (SC) 
  2. Beach Park (CE)
  3. Cataratas do Iguaçu (PR)
  4. Snowland (RS)
  5. Hot Park (GO)
  6. Parque Unipraias (SC)
  7. Blue Park Aquático (PR)
  8. Cristo Redentor (RJ)
  9. Shows musicais
  10. Eventos esportivos

No internacional, a Europa concentrou 33% dos embarques e 34% do faturamento, mantendo-se como principal mercado entre as viagens ao exterior comercializadas pelas operadoras associadas à Braztoa. América do Norte e América do Sul aparecem na sequência, ambas com 19% dos embarques.

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Entre as cidades internacionais mais comercializadas, o ranking é liderado por um trio de cidades europeias:

  1. Lisboa
  2. Paris
  3. Roma
  4. Orlando
  5. Buenos Aires
  6. Santiago
  7. Punta Cana
  8. Tóquio
  9. Madri
  10. Dubai

Destinos consolidados

A presidente executiva da Braztoa, Marina Figueiredo, diz que os rankings do Anuário Braztoa 2026 mostram a força dos destinos mais consolidados do turismo e, ao mesmo tempo, a diversidade de experiências buscadas pelos viajantes.

“Estão presentes os grandes ícones clássicos do Brasil e do mundo, o entretenimento dos parques temáticos, eventos esportivos e musicais, além do tradicional sol e praia e das grandes cidades urbanas, com sua oferta de cultura, gastronomia e lazer. Nesse cenário, as operadoras têm um papel essencial ao renovar constantemente essas experiências, criando roteiros e combinações, inserindo novidades, realizando a curadoria e oferecendo mais praticidade, segurança e confiança ao viajante, ampliando o acesso dos brasileiros a viagens cada vez mais completas e memoráveis, no Brasil e no exterior”, afirma.

Sobre a Braztoa

A Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) reúne operadoras de turismo e parceiros – de negócios e institucionais.

A entidade promove ações e parcerias de apoio à comercialização e que valorizam as atividades empresariais dos associados, representando e defendendo, também, os interesses das operadoras e do setor junto ao poder público.

Por João Alberto Pedrini
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

MEC realiza seminário sobre equidade étnico-racial na educação

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizou na quarta-feira, 27 de maio, o Seminário EquiDados – Produção de Conhecimento sobre Equidade Étnico-Racial na Educação Brasileira. O encontro ocorreu no auditório do instituto e reuniu lideranças, pesquisadores e representantes de movimentos negros para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da produção de conhecimento sobre as desigualdades étnico-raciais na educação. 

O objetivo do encontro foi aproximar especialistas e representantes da sociedade civil, promovendo troca de experiências e reflexões sobre o contexto educacional brasileiro. Além de incentivar o debate, o seminário buscou contribuir para o aprimoramento de indicadores educacionais e fortalecimento de políticas públicas. 

Durante o seminário, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, destacou a importância de ampliar a produção de estudos sobre desigualdades raciais na educação. “Os dados precisam gerar estudos. É preciso produzir análises que evidenciem as desigualdades e os impactos na trajetória e aprendizagem de estudantes negros”, afirmou. 

A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, ressaltou avanços na ampliação do acesso de crianças negras às creches públicas, mas alertou para a necessidade de enfrentar as desigualdades e garantir qualidade com equidade. “Aumentamos o percentual de crianças negras nas creches públicas, porém esse avanço ainda está concentrado em algumas regiões brasileiras. Apesar dos resultados positivos na alfabetização, precisamos enfrentar e discutir os parâmetros de qualidade e equidade”. 

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Para o presidente do Inep, Manuel Palacios, o seminário foi uma oportunidade de fortalecer institucionalmente a agenda de equidade étnico-racial na autarquia. Segundo ele, embora o Inep já desenvolva iniciativas voltadas ao tema, ainda há desafios importantes para consolidar essa pauta em suas ações. “Precisamos compreender melhor como os dados étnico-raciais são produzidos e fortalecer pesquisas capazes de qualificar essas informações”, afirmou. Na oportunidade, Palacios citou a criação do Sedap+, plataforma do Inep que amplia o acesso de pesquisadores a bases de dados educacionais, adotando protocolos de segurança que reduzem o risco de reidentificação dos titulares dos dados. 

O seminário é o primeiro resultado do diálogo interinstitucional estabelecido entre o Inep e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados à promoção da igualdade de raça e de gênero. 

A representante do CEERT, Cida Bento, explicou que o seminário integra um processo de construção coletiva desenvolvido ao longo do último ano entre instituições e pesquisadores comprometidos com a promoção da equidade racial na educação. “A iniciativa teve início a partir de diálogos com o MEC, com o objetivo de incentivar o Inep a ampliar a diversidade em suas equipes e fortalecer a interlocução com pesquisadores negros e suas organizações”, destacou.  

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Programação – Além da abertura, a programação do seminário contou com dois painéis temáticos. O primeiro deles, intitulado “Dados sobre raça e etnia na educação brasileira: onde estamos e para onde devemos ir?”, reuniu representantes da Segape, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na sequência, o painel “Uma agenda de pesquisa sobre equidade racial na educação brasileira” promoveu reflexões sobre caminhos para o fortalecimento de estudos e políticas públicas na área, com participação de especialistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep  

Fonte: Ministério da Educação

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