NACIONAL
Cadastur registra crescimento de quase 20% em três anos e reforça avanço da formalização no turismo brasileiro
O Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) do Ministério do Turismo apresentou um crescimento contínuo nos últimos três anos, consolidando-se como um dos principais instrumentos de formalização e fortalecimento do setor no Brasil. Entre 2023 e 2025, o número de inscrições passou de 157.321 para 188.625, um aumento de 31.304 registros, o que representa uma alta de 19,9% no período.
Os dados mostram uma evolução ano a ano. De 2023 para 2024, o Cadastur avançou 11,97%, com a entrada de 18.827 novos prestadores. Já entre 2024 e 2025, o crescimento atingiu 7,08%, incluindo mais 12.477 cadastros ativos, mantendo a trajetória de expansão do sistema em todas as regiões do país.
Segundo a secretária nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Cristiane Sampaio, os números refletem um movimento consistente de profissionalização do setor. “O crescimento do Cadastur demonstra que o turismo brasileiro está cada vez mais organizado, formal e preparado para gerar emprego, renda e desenvolvimento. É um indicativo claro da confiança dos prestadores nas políticas públicas e nos benefícios da regularização”, avalia.
SEGMENTOS – A análise por atividade turística aponta que os segmentos de Agência de Turismo, Guia de Turismo e Organizadora de Eventos lideraram a expansão entre 2023 e 2025. As agências de turismo registraram o maior crescimento, com 13.710 novos cadastros, alta de 34%. Em seguida aparecem guias de turismo, com aumento de 8.288 registros (+25%), e as organizadoras de eventos, que tiveram um aumento de 32%, com 3.004 novos cadastros.
Também apresentaram desempenho relevante os meios de hospedagem, com um crescimento de 1.923 registros (+12%), e os prestadores de serviços turísticos especializados em segmentos turísticos específicos, que avançaram 23%, com 1.692 novos registros.
Para a secretária Cristiane Sampaio, o desempenho desses segmentos está diretamente ligado à retomada e à diversificação da atividade turística no Brasil. “Esses resultados mostram a força de atividades estratégicas para a cadeia do turismo e evidenciam como o Cadastur acompanha a dinâmica do setor, apoiando desde grandes empresas até profissionais autônomos”, acrescenta.
DESTAQUES – O crescimento do Cadastur foi registrado em todas as regiões do país. Destaque para o Norte, que apresentou a maior elevação percentual no período, com uma alta de 41% e 4.694 novos registros. O Nordeste também teve desempenho expressivo, apresentando uma ampliação de 24% e um aumento de 5.539 cadastros.
O Sudeste manteve a liderança em números absolutos de inscrições, concentrando o maior volume de novos registros: 13.166 cadastros a mais, um crescimento de 22%. Já o Sul avançou 25%, com 7.017 novos cadastros, e o Centro-Oeste teve alta de 15%, com 2.104 registros adicionais.
Entre os estados, Roraima liderou o crescimento percentual, com um crescimento de 76%, seguido por Pará (67%), Paraíba (64%), Maranhão (48%) e Amapá (38%). Em números absolutos, São Paulo teve o maior incremento, com 6.436 novos cadastros, seguido por Paraná (3.499), Rio de Janeiro (3.422), Pará (2.118) e Minas Gerais (2.056).
A síntese dos dados dos últimos três anos confirma um cenário de crescimento equilibrado, com avanço em todas as regiões e segmentos do Brasil. O desempenho do Cadastur reforça a importância do cadastro como ferramenta de ordenamento do ramo, garantindo mais segurança para turistas e visibilidade aos prestadores de serviços turísticos.
Por Livia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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