NACIONAL

Brasil conclui workshops sobre transição energética, resiliência climática e descarbonização do setor de óleo e gás

O Ministério de Minas e Energia (MME) concluiu, nesta quinta-feira (8/05), os workshops técnicos no âmbito da Plataforma de Cooperação em Energia do BRICS (BRICS ERCP). As atividades, que começaram na terça-feira (6/05), fazem parte da agenda da presidência brasileira do grupo.

Os workshops reuniram especialistas e autoridades do Brasil, Rússia, Índia, China, Egito e Emirados Árabes Unidos com o objetivo de promover o intercâmbio de experiências e boas práticas em temas estratégicos para a transição energética.

Os diálogos reforçaram a mobilização do BRICS em torno de uma agenda energética comum para os próximos cinco anos, ancorada na promoção de transições energéticas justas, seguras e inclusivas.

Ao longo de três dias, foi possível identificar desafios complexos enfrentados pelos países do grupo — como o alto custo de financiamento, a vulnerabilidade das infraestruturas às mudanças climáticas e a necessidade de descarbonizar setores intensivos em emissões.

As trocas também permitiram identificar oportunidades estratégicas para cooperação técnica, desenvolvimento de cadeias de valor regionais e atração de investimentos em inovação e infraestrutura sustentável.

Dessa forma, os workshops consolidaram a Cooperação em Energia do BRICS como uma plataforma relevante para a articulação de soluções adaptadas aos contextos e às prioridades dos países em desenvolvimento. Além disso, contribuíram para a preparação da Reunião Ministerial de Energia do BRICS, que ocorrerá no dia 19 de maio em Brasília (DF).

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Temas debatidos

No primeiro dia, as discussões abordaram formas de impulsionar o financiamento da transição energética, com foco na mobilização de capital para projetos sustentáveis, no fortalecimento da colaboração entre os setores de energia e finanças e na definição de padrões de sustentabilidade para instituições financeiras.

Também foram debatidas abordagens de planejamento energético que contribuem para maior previsibilidade e integração de dimensões sociais e ambientais nas decisões de investimento. Outro ponto de destaque foi o financiamento de atividades de mapeamento geológico e exploração de minerais críticos, considerados essenciais para o avanço de tecnologias limpas, como baterias, painéis solares, turbinas eólicas e veículos elétricos.

Já na quarta-feira (7/05), o foco foi o fortalecimento da resiliência das infraestruturas elétricas frente às mudanças climáticas. Foram apresentadas soluções adotadas pelos países para adaptar suas redes a eventos extremos, incluindo o uso de novas tecnologias e ajustes no planejamento e operação do sistema elétrico.

Os participantes também exploraram os desafios de integrar fontes renováveis variáveis com segurança e estabilidade, além da necessidade de marcos regulatórios mais flexíveis que permitam às concessionárias responderem de forma eficaz a grandes interrupções no fornecimento de energia.

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No encerramento, os debates se concentraram nas estratégias para descarbonizar o setor de petróleo e gás, com ênfase nas operações upstream. Foram discutidas as melhores práticas para a adoção de medidas regulatórias capazes de acelerar a redução de emissões, abordagens inovadoras para controle e monitoramento de emissões de metano e os caminhos para viabilizar tecnologias de captura, uso e armazenamento de carbono (CCS e CCUS), tanto do ponto de vista técnico quanto econômico.

Instituições brasileiras

O Brasil foi representado nas discussões técnicas pelo Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Petrobras.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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