NACIONAL

Alexandre Silveira defende integração energética do Cone Sul e destaca potencial do gás argentino de Vaca Muerta

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu, nesta quinta-feira (22/5), o fortalecimento da cooperação energética entre os países do Cone Sul, com foco na ampliação das importações de gás natural da Argentina, durante o seminário “Desafios e Soluções para Integração Gasífera Regional”. O evento reuniu autoridades do setor energético de Brasil, Argentina, Paraguai e representantes da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE).

Ao destacar a importância do gás natural como combustível essencial para a transição energética e a nova economia verde, Silveira reiterou o compromisso do governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, de impulsionar a reindustrialização nacional a partir do insumo. Segundo ele, a integração energética regional é estratégica para ampliar a oferta e reduzir o custo do gás no Brasil, beneficiando setores como a indústria, o agronegócio e o transporte.

“A integração com a Argentina é peça-chave nessa estratégia. Vemos com grande otimismo, por exemplo, o potencial do gás de Vaca Muerta, na Argentina, cujos primeiros volumes já cruzaram a nossa fronteira. É um marco que celebramos”, afirmou o ministro. Silveira também ressaltou a atuação do grupo de trabalho bilateral Brasil-Argentina, que busca soluções para viabilizar um fluxo crescente e competitivo do gás argentino para o Brasil.

Leia Também:  Sisu 2026: inscrições começam em 19 de janeiro

Durante o discurso, o ministro defendeu avanços na liberalização dos preços de exportação pela Argentina, bem como o enfrentamento dos desafios operacionais e regulatórios relacionados às tarifas de transporte tanto na Argentina quanto na Bolívia. “Com a livre negociação de preços entre produtores argentinos e consumidores brasileiros, o mercado pode decolar no curto prazo”, enfatizou.

A meta brasileira é importar até 30 milhões de metros cúbicos diários de gás argentino até 2030, considerada factível diante do vasto potencial de Vaca Muerta e da demanda reprimida da indústria nacional. Diante disso, o estado do Rio Grande do Sul figura como principal porta de entrada do gás, com um projeto de conclusão do gasoduto Uruguaiana-Porto Alegre como reflexo das oportunidades de investimento e desenvolvimento.

O ministro reforçou ainda a necessidade de reduzir as tarifas internas de transporte e distribuição, para assegurar que o gás importado chegue ao consumidor brasileiro a preços competitivos. “De nada adianta trazer gás barato da Argentina ou da Bolívia se ele volta a se encarecer ao entrar no país”, alertou Alexandre Silveira, defendendo esforços conjuntos com o governo gaúcho e o setor privado.

Leia Também:  Abertas as inscrições para 21ª Olimpíada de Matemática

Por fim, Silveira destacou a responsabilidade da Petrobras no processo de oferta de gás natural a preços acessíveis, apontando a necessidade de revisão das tarifas e das regras de acesso ao escoamento e processamento do insumo. “Estamos edificando um país e um continente com energia limpa, justiça social e vida digna para todos”, concluiu.

O seminário “Desafios e Soluções para Integração Gasífera Regional” também contou com a participação do secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Pietro Mendes; a secretária de Energia da Argentina, María Tettamanti, o vice-ministro de Minas e Energia do Paraguai, Maurício Bejarano, e o secretário-executivo da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), Andrés Rebolledo Smitmans.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 Email: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Propaganda

NACIONAL

Fies 2026: consulta de vagas para 2° semestre está disponível

Por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza 75,5 mil vagas em 1.274 instituições privadas de ensino superior, distribuídas entre 28.741 cursos e turnos. As inscrições ficam abertas até sexta-feira, 17 de julho, e os interessados em participar podem consultar as oportunidades no Portal Acesso Único ao Ensino Superior, filtrando por curso, instituição e local de oferta (estado e município).  

As vagas ofertadas no primeiro semestre deste ano, e que ainda não ocupadas, foram somadas às novas vagas previstas para esta edição. Assim, as oportunidades foram ampliadas para que sejam ocupadas ao máximo, até o limite da oferta autorizada para o ano todo, que é de mais de 112 mil vagas.  

Para se inscrever no processo seletivo, é necessário que o candidato tenha participado de ao menos uma das edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) desde 2010, tenha obtido uma média superior ou igual a 450 pontos e não tenha zerado a redação.  

Confira a distribuição das vagas por unidade da Federação (UF): 

  

UF  

Vagas  

Acre  

255  

Alagoas  

1.311  

Amapá  

393  

Amazonas  

2.308  

Bahia  

9.244  

Ceará  

5.479  

Distrito Federal  

1.221  

Espírito Santo  

1.306  

Goiás  

1.849  

Maranhão  

3.076  

Mato Grosso  

1.210  

Mato Grosso do Sul  

958  

Minas Gerais  

8.085  

Pará  

3.740  

Paraíba  

2.179  

Paraná  

3.436  

Pernambuco  

3.580  

Piauí  

2.134  

Rio de Janeiro  

4.254  

Rio Grande do Norte  

1.159  

Rio Grande do Sul  

2.531  

Rondônia  

1.019  

Roraima  

242  

Santa Catarina  

1.587  

São Paulo  

11.301  

Sergipe  

1.007  

Tocantins  

636  

Total Geral  

75.500  

Leia Também:  MEC aprova metodologia de avaliação para recursos do VAAR

Cronograma completo do Fies:    

Inscrições: 14 a 17 de julho    
Resultado: 30 de julho    
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto    
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro 

Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário-mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, de modo a cobrir os valores das mensalidades.    

Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação. 

Os pré-selecionados para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies Social como no Fies, deverão comprovar a sua condição por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).    

Leia Também:  Sisu 2026: inscrições começam em 19 de janeiro

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).    

   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)       

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA