MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Reconstruindo Sonhos chega à Cadeia Pública de Jaciara

Quinze reeducandos da Cadeia Pública de Jaciara, município distante 144 km de Cuiabá, foram contemplados com o projeto Reconstruindo Sonhos, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros. O lançamento ocorreu nesta terça-feira (22), com a participação de diversas autoridades.

O Reconstruindo Sonhos é um projeto que busca a ressocialização das pessoas que estão privadas da liberdade. A iniciativa é dividida em duas etapas. Na primeira, chamada de “Ampliação do sentido da vida”, serão realizados encontros semanais, nos quais são abordados temas como valores, humanização e espiritualidade, relações interpessoais, família, comunicação, trabalho, perspectiva de futuro, planejamento, entre outros. Terminada essa fase, o projeto segue com a oferta de cursos profissionalizantes, etapa chamada de “Qualificação profissional”.

Segundo a promotora de Justiça substituta coordenadora do projeto no município, Fernanda Luiza Mendonça Siscar, os encontros com os reeducandos acontecerão todas as terças-feiras. “Estamos com muitas expectativas em relação ao projeto. Será uma oportunidade ímpar para que os participantes possam repensar as suas atitudes e resgatar os seus sonhos. O projeto oportuniza justamente isso, a possibilidade de acender uma chama que muitas vezes é apagada em razão das circunstâncias de privação da liberdade”, destacou a promotora de Justiça.

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Participaram do lançamento a coordenadora do Centro de Apoio Criminal e da Execução Penal, promotora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente; o juiz de Direito titular da 3ª Vara Criminal de Jaciara, Edinei Ferreira dos Santos; o defensor público Denis Thomaz Rodrigues; a promotora de Justiça titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Jaciara, Cássia Vicente Miranda Hondo; os delegados da Polícia Civil José Ramon Leite e Anna Paula Marien Pereira ; o chefe-geral de Gabinete da Prefeitura Municipal de Jaciara, Sidney Soares; e o tesoureiro do Conselho da Comunidade, José Joaquim Suardi.

São parceiros da iniciativa a Defensoria Pública, o Poder Judiciário, a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto Ação Pela Paz, Ordem dos Advogados do Brasil, Fundação Nova Chance e a Organização Internacional Nova Acrópole.

Fonte: MP MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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