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Promotora do MPMT debate feminicídio em audiência no STM

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A promotora de Justiça Lindinalva Correia Rodrigues, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), participa nesta quarta-feira (26) da 4ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU), realizada no Auditório do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília.Convidada para a palestra de abertura, a integrante do MPMT apresenta sua tese de doutorado intitulada “Eles não param de matar: o feminicídio como exercício de soberania sobre o corpo feminino em face da ineficiência do Estado contemporâneo”, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).A audiência tem como tema “Formação na Graduação, Pós-Graduação e Profissional em Letramento Antidiscriminatório: por uma visão equitativa e cidadã à dignificação humana” e reunirá especialistas, pesquisadores, integrantes do sistema de Justiça, representantes de instituições públicas e membros da sociedade civil para debater estratégias de enfrentamento às discriminações estruturais e a promoção da equidade e dos direitos humanos.A promotora de Justiça Lindinalva Correia Rodrigues destaca que sua pesquisa analisa o feminicídio para além da violência individual, compreendendo-o como uma manifestação estrutural de dominação sobre os corpos femininos e um reflexo das dificuldades enfrentadas pelo Estado na prevenção e repressão desses crimes.“O feminicídio precisa ser compreendido como um fenômeno estrutural, que revela relações históricas de poder e controle sobre os corpos das mulheres. A pesquisa demonstra que a persistência desses crimes também está relacionada às limitações do Estado contemporâneo em oferecer respostas eficazes e integradas para a prevenção da violência”, afirmou a promotora de Justiça.A representante do MPMT também ressalta a importância da atuação articulada entre as instituições responsáveis pela proteção das mulheres. “É fundamental fortalecer a integração entre Ministério Público, Poder Judiciário e forças de segurança. A atuação coordenada dessas instituições contribui para garantir maior efetividade às medidas protetivas e ampliar a proteção das vítimas em situação de risco”, destacou.A 4ª Audiência Pública do Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União integra as ações institucionais voltadas à promoção da igualdade e está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).Entre os marcos legais que fundamentam o debate estão a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), a Lei nº 14.164/2021 e dispositivos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). As contribuições apresentadas durante o encontro poderão subsidiar o aprimoramento de políticas públicas e institucionais voltadas à inclusão e à promoção dos direitos humanos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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