MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Projeto inicia temporada 2026 com lançamento do Espaço MP Por Elas
A temporada 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade terá início no dia 18 de março (quarta-feira), com o lançamento do Espaço MP Por Elas, um local de acolhimento, formação e promoção de oportunidades para mulheres. A estrutura funcionará no piso 1 do Pantanal Shopping, em Cuiabá, e será inaugurada com uma solenidade às 10h.O espaço ficará aberto ao público até o dia 17 de abril, das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, com ações voltadas à informação, conscientização e sensibilização sobre o enfrentamento da violência doméstica, além de iniciativas de acolhimento e fortalecimento da autonomia feminina.O projeto é desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), o Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), Águas Cuiabá, Energisa Mato Grosso, Amaggi, Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Pantanal Shopping, Monza Tintas, Sofisticato, Janaína Figueiredo – Arquitetura e Interiores, e Roberta Granzotto Decor.“O Ministério Público tem responsabilidade direta na defesa da vida, da dignidade e da liberdade das mulheres. O Espaço MP Por Elas reafirma nosso compromisso de atuar de forma firme, acolhedora e presente, levando informação e apoio a quem mais precisa. Mais do que um ambiente físico, este espaço simboliza nossa postura institucional de enfrentamento à violência e de promoção de cidadania”, destaca o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa.A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa e coordenadora do Projeto Diálogos com a Sociedade, Januária Dorilêo, explica que o espaço contará com uma exposição do Memorial Observatório Caliandra, com fotografias de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso; uma sala de acolhimento do próprio Observatório; um Balcão de Oportunidades voltado às mulheres, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT); além de oficinas gratuitas sobre temas como empreendedorismo, estética, defesa pessoal, nutrição, alimentação e bem-estar, entre outras atividades.Além disso, entre os dias 13 e 17 de abril, o espaço também sediará as gravações do videocast Diálogos com a Sociedade, em parceria com a Rádio CBN Cuiabá e o SBT Cuiabá.“Dar continuidade ao projeto Diálogos com a Sociedade significa reafirmar nosso compromisso institucional com a transparência, com o diálogo público e com a aproximação entre o Ministério Público e a população mato-grossense. Trabalhamos para estar cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, ouvindo suas demandas e construindo, de forma conjunta, caminhos que reforcem a confiança no MPMT e a efetividade da nossa atuação”, afirma Januária Dorilêo.Para a presidente da Câmara da Mulher da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Ana Cássia Rangel, a iniciativa reforça a importância da união entre instituições no enfrentamento à violência contra a mulher. “Levar informação, conscientização e acolhimento para diferentes espaços da sociedade é fundamental para fortalecer a rede de proteção. Quando setor público e setor produtivo caminham juntos, ampliamos o alcance das ações e mostramos às mulheres que elas não estão sozinhas”, defende.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá
A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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