MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Profissionais da saúde de VG serão capacitados para atendimento

A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra Mulheres de Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento promove, nos dias 14 e 21 de julho, o curso “Atenção às mulheres em situação de violência”, destinado a profissionais da Atenção Primária em Saúde do município de Várzea Grande. O objetivo da capacitação é ampliar as competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) do público-alvo, visando a orientação da comunidade acerca da violência vivenciada por mulheres no âmbito doméstico e familiar.

Além disso, o curso pretende sensibilizar os profissionais a respeito das questões envolvidas no contexto da violência contra mulheres, de forma a fazê-los compreender a importância da prestação de atendimento humanizado, acolhedor e isento de pré-julgamentos, para que as vítimas se sintam amparadas e seguras de fato. A capacitação ocorrerá em dois dias e será dividida em quatro módulos, totalizando carga horária de 16 horas, com emissão de certificado aos participantes. 

O curso começa na próxima sexta-feira (14), às 7h30, com o credenciamento dos participantes. Às 8h será a abertura e às 8h30 uma palestra motivacional com a facilitadora Sonia Mazetto da BPW-VG. O primeiro módulo terá início às 10h e abordará os temas “Contextualização da violência contra mulheres no âmbito doméstico e familiar sob a perspectiva de interseccionalidades” e “Consequências biopsicossociais da violência de gênero”. As facilitadoras serão a professora doutora Ligia Regina de Oliveira, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e a psicóloga clínica Brisa Luara Rigo. 

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No período vespertino, a partir das 13h, ocorre o segundo módulo, com as palestras “Atenção às mulheres em situação de violência: do acolhimento e atendimento humanizado” e “Atenção às mulheres em situação de violência: da identificação”, realizadas pela psicóloga e professora substituta da UFMT Jordana Luz Queiroz. 

No dia 21 de julho, às 8h, começa o terceiro módulo com três palestras. O tema “Aspectos da investigação previstos na Lei nº 11.340/06 e a contribuição da política de saúde” será abordado pela delegada de Polícia Civil Carla Nogueira, “O acesso à justiça integral e gratuita e o papel da Defensoria Pública” pela defensora pública Tania Regina de Matos, e “Aspectos do processo judicial previstos na Lei nº 11.340/06” pelo promotor de Justiça criminal da comarca de Várzea Grande Marcelo Lucindo Araújo. 

A partir das 13h, no módulo quatro, o tema “Cenário epidemiológico da violência contra mulheres no âmbito estadual/municipal e orientações sobre o preenchimento da ficha de notificação de violência interpessoal, e da ficha de comunicação de violência doméstica/familiar à autoridade policial” será tratado pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica Alessandra Carreira. Para encerrar, às 15h, a assistente social do Ministério Público de Mato Grosso Michelle Moraes Santos e a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, Soraya D.B. M. Simon, falarão sobre “Rede de atenção às mulheres em situação de violência: fluxo de atendimento e encaminhamento”. 
 

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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