MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MPMT fará campanhas institucionais de interesse público

“A violência começa quando o respeito acaba” é o conceito da campanha lançada esta semana pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, com apoio da TV Centro América. Ao todo, três vídeos serão veiculados gratuitamente pela emissora de televisão como serviço de utilidade pública. Acesse aqui a Campanha.

“A violência doméstica e familiar contra a mulher é um problema que assola o país inteiro. Em Mato Grosso, o Ministério Público atua em diversas frentes para coibir e punir os autores desta abominável prática. A campanha é mais um instrumento utilizado pela instituição para sensibilizar e encorajar as pessoas a denunciarem e acolherem as vítimas”, ressaltou o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior.

Segundo ele, como o Ministério Público do Estado de Mato Grosso não dispõe de recursos para publicidade, todo o trabalho de divulgação e sensibilização da sociedade sobre temas de interesse público é feito em parceria com a mídia mato-grossense. “A imprensa em geral tem sido importante parceira do Ministério Público na divulgação das ações que impactam diretamente na vida do cidadão”, afirmou.

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Conforme o procurador-geral de Justiça, a instituição pretende, até o final deste ano, realizar diversas campanhas de utilidade pública com apoio de veículos de comunicação. Estão previstas sensibilizações sobre combate à pedofilia, educação inclusiva, meio ambiente sustentável, trânsito seguro, família acolhedora, combate ao crime organizado, entre outros temas.

“Temos um planejamento e vamos buscar o apoio da imprensa em geral e de outros segmentos para juntos atuarmos na defesa dos direitos fundamentais. Somente com a união de esforços para engajamento da sociedade conseguiremos cumprir a missão constitucional do Ministério Público”.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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