MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MPMT articula implantação de serviço de atendimento a vítimas 

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), 55 pessoas foram vítimas de homicídio doloso em Cuiabá no ano passado, número que coloca a Capital em primeiro lugar no ranking de homicídios em Mato Grosso. Preocupado com os reflexos desse índice e em fomentar políticas públicas que visem o atendimento integral das vítimas e familiares, o Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso está articulando, junto ao Município de Cuiabá, a criação de um centro para atendimento às vítimas de violência em geral. 

Para sensibilizar o poder público a respeito dessa necessidade, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, coordenador do Núcleo de Defesa da Vida e do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri, convidou o Município para uma reunião no dia 6 de julho. O encontrou ocorreu na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá e contou a com a presença da secretária Municipal da Mulher, Cely Almeida, e da assessoria da primeira-dama, Márcia Pinheiro. 

Além do trabalho realizado, a equipe do Núcleo de Defesa da Vida apresentou o que identificam, na prática, com os atendimentos. Conforme informado pelo MPMT, em geral, vítimas e familiares demonstram-se fragilizados e vulneráveis diante da perda abrupta e violenta; relatam sensação de desamparo e de esquecimento pelo Poder Público; desconhecem seus direitos e demonstram desinformação acerca dos serviços disponíveis e, em razão disso, passam por situações de revitimização. 

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Ainda segundo o MPMT, as vítimas diretas e indiretas dos homicídios costuma apresentar sentimento de insegurança; sofrem impactos financeiros; mostram dificuldade de acesso e/ou inserção nos serviços da Seguridade Social (Saúde, Previdência Social e Assistência Social); desenvolvem problemas de saúde física e mental, entre outros impactos. Assim, apresentou a ideia de buscar melhorias para o atendimento das vítimas e familiares por meio da criação de um serviço de apoio pelo Município. 

No término da reunião, as representantes da Prefeitura informaram que vão analisar a possibilidade de implantação desse serviço e retornarão ao MPMT para uma nova conversa. 

O núcleo – Criado em março de 2019, o Núcleo de Defesa da Vida do MPMT acolhe  familiares e vítimas de crimes dolosos contra a vida e latrocínio, garantindo-lhes o direito de acesso à informação, colaboração e de apoio psicológico. Até julho de 2022, mais de 400 pessoas foram contatadas pela equipe do Núcleo em Cuiabá, das quais 150 aceitaram receber atendimento.

Por meio do acolhimento e atendimento interdisciplinar, a instituição oferece apoio jurídico, psicológico e social a essas pessoas, além de orientação e encaminhamento às redes de proteção. O Núcleo também realiza o acompanhamento dos casos para assegurar a efetiva apuração das consequências dos delitos e dos critérios para fixação dos valores mínimos para reparação dos danos sofridos.

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Fonte: MP MT

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Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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