MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Integrantes do MPMT ministram tutorias sobre exploração florestal ilegal

A terceira edição do projeto “Tutorias de sistemas ambientais” foi realizada na quinta-feira (14), no Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Organizado pela Comissão do Meio Ambiente (CMA), o treinamento abordou o tema “Metodologias para detecção e controle da exploração florestal ilegal”. A capacitação foi destinada a membros e servidores indicados pelos MPs, com transmissão pela plataforma Microsoft Teams.

As tutorias foram ministradas pela promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) Ana Luiza Avila Peterlini de Souza, pelo analista e engenheiro florestal do MPMT José Guilherme Roquette, e pelo coordenador-geral de gestão e monitoramento do uso da flora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Allan Valezi Jordani.  

Os integrantes do MPMT apresentaram a nova abordagem metodológica para detecção de fraudes para o comércio de madeira ilegal, desenvolvido no âmbito do projeto Matéria, bem como o procedimento instaurado para acompanhar a Política de Gestão Florestal no estado de Mato Grosso, ao qual o projeto está vinculado. “Estamos construindo uma metodologia nova para a detecção e controle da exploração ilegal de madeira”, contou a promotora. 

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“O objetivo do projeto é evitar fraudes nos projetos de manejo florestal sustentável-PMFS, com a venda de créditos florestais fictícios que servem para ‘esquentar’ madeiras extraídas de áreas não autorizadas”, acrescentou a representante do Ministério Público.

Iniciativa da Comissão do Meio Ambiente do CNMP, o projeto “Tutorias de sistemas ambientais” oferece capacitações sobre as principais plataformas de informações georreferenciadas, com exposições das equipes técnicas que administram os sistemas. Tem como objetivo proporcionar o compartilhamento de conhecimentos técnicos e práticos relacionados ao acesso aos sistemas de monitoramento remoto e de levantamento de dados informatizados nas plataformas das instituições de fiscalização e gestão ambiental, nas esferas pública e privada.

(Com informações do CNMP)
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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