MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Estudantes de Direito participam do projeto MP Sem Mistério
Acadêmicos do 7º semestre do curso de Direito da Faculdade do Vale do Rio Arinos (Ajes), no município de Juara, foram contemplados com mais uma edição “MPMT Sem Mistério”, no interior do estado. O projeto da Escola Institucional do Ministério Público foi realizado na sexta-feira (30), no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça do município.
Durante o encontro, os promotores de Justiça substitutos Roberta Camara Gomes Vieira de Souza e Rodrigo da Silva falaram sobre “O dia a dia de um (a) promotor (a) de Justiça: desafios e realidades”.
A estudante Vanessa Pavesi dos Reis, elogiou o projeto. “A visita de hoje foi maravilhosa, muito obrigado a todos pela atenção, carinho e dedicação. Foi uma experiência extraordinária, todos muito atenciosos e simpáticos”, destacou.
O acadêmico Natanael Nascimento da Silva confessou que mudou a sua perspectiva sobre o trabalho realizado pelo MP após o encontro. “Ao meu ver a respeito tanto da função quanto do que é feito pelo(a) promotor(a) mudou, ao conhecê-lo melhor pessoalmente se tem outra perspectiva do quão importante, o trabalho de cada um em determinada área de atuação, perante a contribuição com a sociedade”, observou.
O estudante Victor Moscoso Costa também agradeceu a oportunidade. “As experiências e desafios compartilhados foram extremamente enriquecedores e inspiradores para todos nós. Agradecemos por abrir as portas para a nossa visita e por detalhar a rotina e as responsabilidades do cargo com tanta clareza, foi uma experiência valiosa para o nosso desenvolvimento acadêmico e profissional”, disse.
Sobre o projeto – O “MPMT Sem Mistério” visa a aproximar e ampliar o convívio de estudantes do curso de Direito com a instituição e, além disso, difundir o papel constitucional do Ministério Público na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. O projeto compõe o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2020-2024 do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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