MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Desafios da mobilidade urbana também incluem mudanças de comportamento

Com uma frota de quase 500 mil veículos, Cuiabá ainda tem muito a avançar em termos de mobilidade urbana. Na última entrevista à rádio CBN Cuiabá (95,9 FM)  da série relacionada à campanha “No trânsito, respeite a vida. A sua e a dos outros”, desenvolvida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros, a secretária municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), Luciana Zamproni, lançou uma reflexão: “Somos uma capital, mas ainda pensamos como uma província quando o assunto é mobilidade urbana”.

A entrevistada chamou a atenção dos ouvintes sobre o comportamento dos condutores que agem como se o trânsito se resumisse aos veículos. “O trânsito também envolve pessoas, é necessário esse compartilhamento e respeito. Ainda é um grande desafio falar em mobilidade urbana em Cuiabá, onde 100% das ocorrências estão relacionadas a negligências, como alta velocidade, embriaguez e o não cumprimento das normas de trânsito”, destacou a gestora.

A título de exemplo, Zamproni citou que já se deparou com um condutor em Cuiabá com 148 infrações no período de dois anos. A entrevistada destacou a importância da fiscalização, mas também alertou sobre a necessidade de se dar uma ênfase maior para a direção defensiva no curso de formação para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

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A secretária destacou os projetos realizados na Semob para mudanças de comportamento no trânsito. Citou o “Heróis no Trânsito”, que busca conscientizar crianças de 9 a 12 anos em escolas públicas e privadas sobre a importância da segurança no trânsito, e o “Moto Educação”, que vai até as empresas para orientar os condutores de motocicletas sobre os perigos no trânsito e fornecer gratuitamente manutenção, serviços e pequenos reparos em motocicletas.

Durante a entrevista, a secretária também abordou aspectos relacionados à fiscalização de veículos pesados nas vias de Cuiabá, monitoramento por meio da Central de Controle Operacional, entre outros assuntos. Alertou que, nos casos de acidente sem vítima, os condutores envolvidos devem retirar imediatamente os veículos da via para um local seguro, evitando novas ocorrências.

Divulgou também o número para denúncias via whatsapp (65 99235-6950). Óleo na pista, veículos impedindo a entrada de hospitais e pessoas empinando motos são algumas das ocorrências que podem ser informadas por meio do canal.

Assista aqui a entrevista na íntegra

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Executor de advogado é condenado 33 anos de reclusão em Cuiabá

Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado, na quarta-feira (15), a 33 anos e 10 meses de reclusão, além de oito meses de detenção, em regime inicial fechado, pelo homicídio triplamente qualificado do advogado Renato Nery, ocorrido em Cuiabá, bem como pelos crimes de fraude processual qualificada e integração de organização criminosa. Durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, o réu confessou a autoria do homicídio, mas negou ter integrado organização criminosa.O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues e reconheceu que o homicídio foi praticado mediante promessa de recompensa, com emprego de meio que resultou perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.Alex Roberto de Queiroz Silva foi o primeiro dos seis denunciados a ser submetido a julgamento pela morte do advogado, ocorrida em julho de 2024. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele atuou como executor do homicídio, efetuando os disparos contra Renato Nery em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. O crime teria sido cometido sob a coordenação do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, também denunciado pelo Ministério Público.As investigações conduzidas pelo Núcleo de Defesa da Vida apontaram que o assassinato foi precedido pelo monitoramento da rotina da vítima e por um planejamento prévio. Segundo o MPMT, a execução ocorreu em razão de uma disputa judicial em que Renato Nery havia obtido decisão favorável no litígio, circunstância apontada como motivação para o crime.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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