MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Curta-metragem é lançado como ferramenta pedagógica para escolas de MT

Como parte das ações do Projeto Cibus – Você tem fome de quê?, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso lançou nesta quinta-feira (18) o curta metragem “O Delicioso Cardápio de Descobertas de Alice”, que será distribuído às escolas de Mato Grosso. O lançamento ocorreu durante reunião virtual organizada pela coordenadora do projeto, promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima, com a participação de representantes de Diretorias Regionais de Educação, Secretarias Municipais de Educação, União dos Dirigentes  Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

“Organizamos esta reunião para pedir ajuda, para que os senhores e senhoras incentivem a utilização desse vídeo nas escolas para conscientização sobre a necessidade de falarmos sobre a fome. Não podemos deixar de mostrar que o problema existe, mesmo em um estado que é produtor de grãos, para despertar o senso crítico em nossas crianças”, destacou a promotora de Justiça.

Segundo ela, o vídeo reflete o entendimento do Ministério Público do Estado de Mato Grosso de que a educação é um componente transformador na vida de pessoas, especialmente das crianças.  A animação é utilizada como instrumento pedagógico para tratar de temas como meio ambiente, economia, agricultura, processos migratórios, infraestrutura, agronegócio e ciências sociais em atividades que podem ser trabalhadas de forma interdisciplinar, cuja abrangência dependerá da idade e série da criança.

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A animação é destinada a crianças na faixa etária de seis a 10 anos. Durante a reunião, o jornalista Anderson Pinho, lotado no Departamento de Comunicação do Ministério Público, explicou as etapas de produção, destacando que o vídeo apresenta recortes das realidades regional e nacional. 

Baixe aqui o curta metragem 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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