MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Após recurso do MPMT, ordem de prisão contra acusado é restabelecida

A Justiça julgou procedente quatro recursos interpostos pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e restabeleceu a ordem de prisão proferida contra Edson Raimundo Rosas da Cruz Veras. Somente em Lucas do Rio Verde, ele responde a cinco ações penais por crimes contra a dignidade sexual de diversas vítimas.

De acordo com o promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade Martins, o réu é conhecido como Mestre Veras. Eventuais informações sobre o seu paradeiro podem ser dirigidas à Polícia Judiciária Civil no 197 ou no (65) 98173-0394.

Segundo ele, o réu chegou a ser preso, mas no decorrer da instrução processual teve a prisão revogada. “O cumprimento da prisão preventiva é essencial para garantir a ordem pública em razão da gravidade dos crimes praticados, aliado ao risco concreto de reiteração delituosa e repercussão perante a sociedade”, argumentou.

O réu, conforme o promotor de Justiça, responde a vários processos por ilícitos sexuais contra vítimas distintas, incluindo violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável, praticados pelo acusado ao se aproveitar de sua condição de líder espiritual em um centro espírita.

Leia Também:  Projetos do MPMT são finalistas no Prêmio CNMP Edição 2025

Fonte: Ministério Público MT – MT

Propaganda

MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Acusado de assassinato contra mulher trans vai a júri

O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da Silva, acusado pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior). A sessão será realizada no Fórum de Cuiabá e contará com a atuação, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), do promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher, por se tratar de crime praticado contra mulher trans em contexto de discriminação de gênero. Segundo o MPMT, na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá, Gisa foi agredida com extrema violência, sofrendo diversos golpes na cabeça e sendo posteriormente asfixiada, lesões que causaram sua morte. A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante emprego de meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também apontou que a ação criminosa ocorreu em razão da condição de mulher transgênero da vítima, circunstância que ensejou a imputação da qualificadora de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Ainda segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o acusado teria reagido de forma violenta ao descobrir que Gisa era uma mulher trans, circunstância que será apreciada pelos jurados durante o julgamento. A materialidade do crime foi comprovada por laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e demais elementos reunidos durante a investigação. Na sentença de pronúncia, a Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e determinou que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes descritos na denúncia ministerial. O réu foi localizado e preso em novembro de 2024, no município de Matozinhos (MG), permanecendo custodiado desde então. Durante a fase de investigação, conforme registrado nos autos, ele admitiu a prática do crime em depoimento à polícia, embora tenha permanecido em silêncio durante o interrogatório judicial.

Leia Também:  Pai é condenado a 30 anos de prisão por matar filho de 4 meses

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA