MATO GROSSO

SES trata de políticas sobre drogas em webinário nesta quinta-feira (26)

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realiza, nesta quinta-feira (26.6), um webinário em alusão à Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, com o tema “Tramas do Cuidado”. A data é celebrada anualmente, desde 2019, na quarta semana de junho.

O webinário, que ocorre das 14h às 17h, busca ampliar o alcance das políticas sobre drogas e disponibilizar informações qualificadas para um público diversificado. O objetivo é também promover a integração entre as políticas de cuidado, tratamento e reinserção social de pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool, tabaco e outras drogas.

O evento é voltado para profissionais da saúde, educação, assistência social, gestores públicos e estudantes, mas é aberto à comunidade em geral, com transmissão pelo canal da Escola de Saúde Pública (ESP-MT) no YouTube.

Segundo a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, Rosiene Pires, a SES tem se empenhado para fortalecer os temas prioritários da Política Nacional de Promoção da Saúde, realizando ações compatíveis com o Plano Nacional de Saúde, os pactos interfederativos entre os governos federal, estadual e municipal, além de acordos internacionais.

“Um dos temas é o enfrentamento do uso abusivo de álcool e outras drogas, que compreende promover, articular e mobilizar ações para a redução do consumo abusivo, com a corresponsabilização e autonomia da população, incluindo ações educativas, legislativas, econômicas, ambientais, culturais e sociais”, explicou.

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Rosiene ainda ressaltou a importância da Lei sobre Drogas, que trouxe as inovações a serem implementadas na elaboração do Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad), no eixo de cuidados, tratamento e reinserção social.

“A lei apresenta estratégias para enfrentar o problema do uso de substâncias, por meio da atuação coordenada, baseada em evidências, com foco na prevenção, cuidado integral e inclusão social, apoiada por formação profissional e produção de conhecimento científico”, complementou.

A psicóloga Milady Oliveira, responsável pela área de abordagem em saúde em tabaco e seus derivados, álcool, crack e outras drogas da SES, informou que o webinário busca chamar a atenção de toda a comunidade, especialmente os profissionais da saúde e educação, para as boas práticas e para as evidências científicas de eficácia das ações de prevenção e cuidado à problemática do uso abusivo de drogas.

“Convidamos para palestrar profissionais que trazem essa visão em sua experiência de trabalho, a fim de demonstrar as possibilidades encontradas na atualidade para o cuidado humanizado ao problema do consumo de drogas, que é um problema de saúde pública e precisa ser tratado como tal”, destacou.

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Integrantes da SES, da Secretaria Adjunta do Sistema Socioeducativo e Políticas sobre Drogas, do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas e palestrantes de diversos estados vão participar do evento.

O professor do Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Cauê Galvão, fará a palestra “Educação e Drogas: uma intersecção necessária desde o Grupo de Pesquisa Educação e Drogas”.

Já o psicólogo Diego Lima, especialista em dependência química e psicanálise, falará de sua experiência em Querência com o tema “Acolhimento e humanização: um olhar além da internação”.

O terapeuta ocupacional William Lucena, especialista em saúde mental, álcool e drogas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tratará da “Experiência da Unidade de Acolhimento de Adolescentes em Jundiaí (SP)”.

As inscrições podem ser realizadas no site da ESP-MT.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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