MATO GROSSO

SES-MT participa de seminário sobre a Atenção Primária à Saúde

Representantes dos 16 Escritórios Regionais de Saúde (ERS), da Escola de Saúde Pública e demais setores da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) participaram do “Seminário da APS nos Territórios”, promovido pelo Ministério da Saúde nesta quinta e sexta-feira (11 e 12.9), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Realizado em parceria com a SES e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), o evento tem o objetivo de debater os novos indicadores de qualidade e critérios de financiamento para a Atenção Primária à Saúde (APS).

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a imersão nos indicadores auxiliará os gestores municipais na busca por melhores resultados na Atenção Primária. Na abertura do seminário, o secretário destacou a adimplência do Governo de Mato Grosso junto aos repasses municipais para a manutenção de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).


“Nós já transferimos de forma voluntária aos municípios mais de R$ 2 bilhões em nossa gestão, depois de passar por um histórico longo em que o Governo não cumpria os compromissos, com 11 meses de atrasos consecutivos nos repasses municipais. Nós estamos comemorando mais de 75 meses de rigorosa adimplência com todos os municípios do Estado e eu espero que continue sendo sempre assim”, acrescentou.

De acordo com a coordenadora de Atenção Primária da SES, Regina Paula Amorim, o Ministério da Saúde está realizando a reestruturação dos indicadores de qualidade da Atenção Primária.

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“O Ministério da Saúde está fazendo uma rodada de seminários nos Estados para dialogar com as equipes estaduais e municipais, não só para apresentar os novos indicadores, porque a gente já fez isso aqui, mas para aprofundar e dialogar com os profissionais de saúde”, pontuou Regina.

A coordenadora acrescentou que os indicadores vêm num formato diferente, de indução de boas práticas. “Cada indicador, por exemplo, de qualidade da gestante, ele olha uma série de boas práticas do cuidado da gestante e da puérpera, induzindo as equipes de Atenção Primária a qualificar esse serviço e desenvolver boas práticas do cuidado ali no território, para garantir que tenham uma gestação saudável e que as crianças nasçam com saúde”, disse.

Esses indicadores de qualidade serão avaliados a cada quatro meses e o resultado vai classificar as equipes como ótimas, boas, suficientes ou regulares, de acordo com aquilo que elas ofertam nos territórios; cada categoria terá um valor correspondente a ser repassado de financiamento.

“Esse componente qualidade do financiamento Federal tem essa proposta de induzir à qualificação do cuidado das pessoas na Atenção Primária, de melhorar o cuidado, de evitar que as pessoas adoeçam, de evitar que as pessoas precisem utilizar níveis de complexidade de saúde maiores, que são mais caros. Então trabalhando a promoção, a proteção, a prevenção e o cuidado integral”, complementou Regina.

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Programação

Na manhã desta quinta-feira (11.9), Regina apresentou as estratégias estaduais de apoio aos municípios para as boas práticas na Atenção Primária: as ações desenvolvidas no programa Saúde Digital MT, no sistema prisional com o Caminhão da Tuberculose, o cofinanciamento do Estado aos municípios para a qualificação das ações na Atenção Primária e o projeto Planifica SUS.

O coordenador estadual de Imunização da SES-MT, Marx Camarão, apresentou os destaques do programa Imuniza Mais MT, criado em julho de 2021 com o objetivo de reconhecer as boas práticas em imunização e ampliar a cobertura vacinal em Mato Grosso.

O Imuniza Mais MT já distribuiu quase R$ 20 milhões aos municípios vencedores do programa entre os anos de 2021 e 2025. Na última edição, em março deste ano, foi avaliada a performance de 10 imunizantes do calendário infantil.

Ao longo do dia, também foram debatidos os temas “Atenção Primária nos Territórios: Equidade, Vínculo e Qualidade no Cuidado”, “Gestão e Cuidado: conhecendo o Siaps” e “Gestão e Cuidado: navegando o e-SUS APS”.

Nesta sexta-feira (12.9), o evento é realizado das 8h às 16h, com foco na discussão de temas como “Boas Práticas na Saúde da Família” e “Boas Práticas na Atenção à Saúde Bucal”. Nos dois dias, o Ministério da Saúde realiza o atendimento aos gestores em sala separada para o esclarecimento de dúvidas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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