MATO GROSSO
Seminário capacita profissionais da educação para enfrentamento ao trabalho infantil
Realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, que é integrante da Política Nacional de Assistência Social e executado, em Mato Grosso, pela Setasc, o evento teve como objetivo capacitar e sensibilizar profissionais da equipe psicossocial da Seduc para entenderem o que é o trabalho infantil, identificar possíveis casos entre os estudantes e fazerem o correto encaminhamento para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.
“É um encontro de suma importância para o enfrentamento do Trabalho Infantil. A intenção é que, a partir deste encontro, os profissionais comecem a perceber aquelas crianças que chegam cansadas nas escolas, ou mesmo a evasão escolar, para que possam avisar, entrar em contato com os Centro de Referência de Assistência Social (Cras), com o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e Conselhos Tutelares. É um trabalho multidisciplinar para encaminhar as crianças e os adolescentes para seus direitos garantidos em lei”, explicou a superintendente de Benefícios, Programas e Projetos Socioassistenciais do Sistema Único de Assistência Social, da Setasc, Marimar Michels.![]()
Participaram do evento pedagogos, assistentes sociais, psicólogos, e psicopedagogos que fazem parte de uma equipe multidisciplinar da Seduc.
“É uma capacitação voltada para a conscientização, a sensibilização no sentido de que eles entendam o que é o trabalho infantil, desde os direitos que as crianças têm e os serviços que a Setasc oferece. Então, demos todo um amparo na questão das políticas públicas para podermos trabalhar em parceria, em conjunto, para que possamos fazer melhor para essas crianças em Mato Grosso”, completou Marimar.
A representante da Seduc e líder do Núcleo de Mediação Escolar, Patrícia Carvalho, falou sobre a importância do evento.
“O tema discutido hoje é de muita importância no contexto escolar, a importância de estarmos atentos aos sinais e de sabermos o que fazer, principalmente, pois muitas vezes todos os processos de violência são identificados dentro do contexto escolar, mas nós, enquanto profissionais de educação, ainda não conseguimos lidar e fazermos os encaminhamentos adequados. E esse evento é de grande valia para realmente fazer com que as políticas públicas cheguem atém quem devem chegar”, ressaltou.![]()
O coordenador Regional da Infância, o procurador do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso André Canuto, que palestrou sobre o tema “O papel da Rede de Proteção no combate ao trabalho infantil: observações sobre o impacto na rede pública de ensino de MT”, saudou a todos e agradeceu a presença dos participantes.
“O Ministério Público do Trabalho, sempre que tem a oportunidade de dialogar com os profissionais da educação, da assistência social e da saúde também, tenta ao máximo estar presente, e por isso estou aqui hoje também, para falar sobre trabalho infantil, que é um tema extremamente importante para todos aqueles que, de algum modo, trabalham com crianças e adolescentes na educação. Fiquei muito feliz por ver um auditório cheio para conversar e dialogar a respeito da proteção das crianças e dos adolescentes. Isso é importante”, concluiu.
A programação também contou com as palestras: “O Papel do Conselho Tutelar”, ministrada pelo presidente da Associação das Conselheiras e Conselheiros Tutelares, Nelson Faria; “O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI/MT”, pela analista da Setasc, Simone Garcia Santos; “Benefícios socioassistenciais e BPC na Escola”, pela coordenadora de Benefícios Socioassistenciais da Setasc, Ariane Baena; e as mesas redondas “Equipamentos Serviços Socioassistenciais e o atendimento do trabalho infantil”, tendo como facilitadoras as coordenadoras de Alta e Média Complexidade da Setasc, respectivamente, Maysa Persona e Jaqueline Vilalba; “Cadastro Único e a marcação do Trabalho Infantil”, facilitadora Eva Anete, analista da Setasc.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Entre o algorítimo do digital e o olho no olho, Gisela desenha sua volta à Câmara Federal
‘A mobilização digital hoje é um instrumento real de participação política, mostrando o quanto esta mobilização é notável’
A mobilização das redes sociais deixou de ser apenas um instrumento de comunicação para se transformar em um fator de influência direta sobre as decisões do Parlamento brasileiro, avaliou Gisela Simona em sua participação neste último final de semana, no podcast Mistura Cuiabana. Ao expressar sua opinião sobre a força das plataformas digitais e projetar seu retorno à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro.
“Quando o eleitor entra no Instagram de um deputado para pedir que vote favorável ou contrário a determinado projeto, isso tem uma força gigantesca em sua decisão em plenário. A mobilização digital hoje é um instrumento real de participação política, mostrando o quanto esta mobilização é notável”.
A avaliação parte da experiência acumulada ao longo de 33 meses de mandato em Brasília, atuando como líder da bancada feminina do União Brasil e vice-líder do maior bloco parlamentar da Casa, responsável por reunir centenas de deputados de diferentes legendas. Dando a ela a certeza que a vivência no Congresso consolidou sua percepção de que a construção de resultados políticos depende menos de disputas ideológicas e mais da capacidade de articulação, negociação e diálogo entre diferentes correntes de pensamento.
“A Câmara não é um ambiente para principiantes. O Parlamento exige capacidade de articulação permanente. Foi justamente por conseguir dialogar com diferentes espectros políticos que alcancei posições importantes dentro da Casa”, destacou.
A parlamentar também atribui parte dessa trajetória à atuação constante durante o mandato. Ela lembra ter sido a única representante de Mato Grosso a registrar presença integral nas sessões deliberativas da Câmara, condição que, segundo avalia, lhe permitiu acompanhar de forma mais próxima a tramitação de projetos, propor aperfeiçoamentos legislativos e construir relações de confiança dentro do partido e entre parlamentares de diferentes bancadas.
Foi esse trânsito político que a levou a assumir relatorias relevantes e participar da articulação de propostas de alcance nacional, especialmente nas áreas de defesa das mulheres, proteção dos consumidores e enfrentamento à violência de gênero, pautas que marcaram sua atuação no Congresso.
E ao responder questionamento sobre sua posição no mapa eleitoral de 2026, Gisela reconheceu a competitividade interna do União Brasil na disputa pelas vagas federais, a alta qualidade e competitividade dos membros que buscam igualmente uma cadeira como ela. Mas avalia que a estrutura partidária e as regras eleitorais criaram um ambiente favorável para candidaturas com identidade política e base eleitoral, dentro de um grupo forte. Assim, acredita que seu histórico parlamentar e a relação construída com o eleitorado mato-grossense constituem diferenciais importantes na corrida eleitoral.Apontando
“Continuo nestes próximos meses, com o projeto Gisela na Estrada, iniciativa que percorre municípios do estado em uma agenda permanente de escuta e prestação de contas. Pois acredito na política do contato direto, do olho no olho, da presença nos municípios e da prestação de contas. É dessa forma que procuro construir minha relação com a população”, afirmou.
Assim, Gisela ao combinar a aposta na força crescente das redes sociais com a defesa da política presencial, busca reunir duas dimensões que hoje moldam as campanhas eleitorais: a influência do ambiente digital e a manutenção dos vínculos construídos junto ao eleitorado nos municípios. Uma estratégia que vem permeando sua pré-campanha para retornar à Câmara e ao espaço político conquistado no Congresso Nacional.
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