MATO GROSSO

Seduc capacita professores de 42 escolas para uso de realidade virtual em sala de aula

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) está capacitando professores de 42 escolas estaduais de tempo integral para o uso de realidade virtual em sala de aula. A formação, realizada no âmbito das ações do Plano EducAção 10 Anos, prepara os docentes para trabalhar com o programa SOAT VR e com os laboratórios imersivos instalados nas unidades, com o objetivo de tornar mais práticos conteúdos que, muitas vezes, ficam restritos ao livro, ao quadro ou à tela.

O investimento é de R$ 9,9 milhões e garantiu a aquisição de 42 kits, cada um composto por um notebook e 36 óculos 3D. Ao todo, 1.512 óculos de realidade virtual foram destinados às escolas contempladas, o que atendeu mais de 10 mil estudantes.

Durante a formação, os professores conhecem a proposta pedagógica do SOAT VR, recebem orientações sobre o uso e a conservação dos equipamentos, exploram o material didático e participam de atividades práticas com os óculos. A intenção é fazer com que a tecnologia entre no planejamento das aulas e não se limite ao laboratório.

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Com os equipamentos, uma aula de biologia pode levar os estudantes a observar o corpo humano por dentro. Em outras disciplinas, os óculos permitem simulações, visitas virtuais e experiências que ajudam a aproximar o conteúdo da realidade dos alunos.

Para a secretária de Estado de Educação, Flavia Soares, a entrega dos laboratórios caminha lado a lado com a preparação dos profissionais que vão usar os equipamentos no dia a dia da escola.

“Não basta colocar o equipamento dentro da unidade. O professor precisa conhecer a ferramenta, testá-la, ganhar confiança e entender em que momento ela ajuda na aula. A tecnologia só tem sentido quando melhora a aprendizagem e aproxima o estudante do conhecimento”, afirmou.

As escolas contempladas já receberam formação em robótica e em tecnologias digitais. Segundo a Seduc, o trabalho faz parte de uma preparação contínua dos docentes para o uso de novos recursos pedagógicos, mantendo o professor como responsável pela condução da aprendizagem.

Flávia Soares reforçou que os óculos 3D chamam a atenção dos estudantes, mas é a atuação do professor que transforma a experiência em conhecimento.

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“O estudante se envolve quando coloca os óculos e entra em um ambiente virtual. Mas é o professor quem organiza a aula, faz a pergunta, conduz a atividade e dá sentido ao que se vê. Por isso, a formação é tão importante quanto o equipamento”, completou.

A iniciativa integra as ações de modernização pedagógica previstas no Plano EducAção 10 Anos. Os laboratórios de realidade virtual ampliam as possibilidades de aprendizagem nas escolas de tempo integral, nas quais os estudantes permanecem por mais horas em atividades educativas.

O SOAT VR é uma solução de tecnologia educacional em 3D, com uma plataforma gamificada e materiais alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Com o recurso, os professores passam a contar com novas formas de apresentar conteúdos e de envolver os alunos em atividades mais visuais e participativas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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