MATO GROSSO
“Quem faz o curso tem um diferencial no mercado de trabalho “, conta profissional sobre formação em escola técnica estadual
Os cursos focados no agronegócio são os mais ofertados, atendendo a crescente demanda do setor em todo o território nacional. No entanto, a formação no agronegócio vai além de áreas como agricultura e agropecuária, abrangendo também profissionais como Rendner Duarte Santos, formado pela Seciteci no curso Técnico em Logística, pela Escola Técnica de Tangará da Serra.
“Quem faz o curso com certeza tem um diferencial no mercado de trabalho. Hoje eu atuo na área, e o curso me auxiliou muito a conquistar essa vaga de emprego”, disse Rendner, que trabalha na parte de suprimentos de uma empresa em Tangará da Serra. Ele reforça a alta demanda na área. “Tem bastante oportunidade e o mercado de trabalho precisa desses profissionais. São muitas empresas grandes, tanto no ramo do agronegócio quanto outras, que atuam com a movimentação de cargas, que movimentam estoque e transportam produtos. Então, é uma área extensa com bastantes oportunidades”.
Um levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), por exemplo, revela que cerca de 28,3 milhões de pessoas atuam no setor, representando 26,8% dos empregos formais no país. Muitas dessas vagas não são preenchidas por profissionais da região devido à falta de qualificação.
O investimento do Governo Estadual no ensino profissionalizante visa não apenas criar oportunidades para jovens que buscam acessar o mercado de trabalho, mas também movimentar a economia local com profissionais mais capacitados.
“Eu diria até que a força do agro mato-grossense está muito ligada ao trabalho de formação feito pelas entidades públicas, tanto em cursos técnicos como em cursos superiores para o sistema agro”, afirmou o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior, Dimorvan Alencar Brescancim.
Expansão das Escolas Técnicas
O ensino técnico profissionalizante tem sido um dos grandes investimentos da atual gestão do Governo de Mato Grosso. Foram inauguradas quatro escolas técnicas estaduais (ETEC’s) em 2022 e 2023 e, até o fim de 2024, outras quatro novas unidades deverão ser abertas.
A partir de 2024, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) firmou uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para ofertar cursos técnicos concomitantes ao ensino médio. Até 2027, estão previstas 6.720 vagas para essa modalidade.
A capacitação técnica tem como objetivo preparar o aluno para atuar diretamente no mercado de trabalho, sendo uma oportunidade adequada para pessoas que buscam qualificação ou requalificação profissional. Não há idade mínima como critério, sendo necessário apenas que os interessados tenham concluído o ensino fundamental.
Para mais informações sobre as Escolas Técnicas Estaduais, clique aqui.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso
Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.
Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.
A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.
O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.
Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.
Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.
Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.
“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”
Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.
“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”
Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.
“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”
Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.
“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”
Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.
“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”
As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.
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