MATO GROSSO
Programa SER Família Mulher leva conscientização e empoderamento às escolas
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) esteve no município de Tangará da Serra (241 km de Cuiabá), com a Van do Programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, para participar da Semana Municipal da Mulher Tangaraense entre os dias 08 a 13 de março. A iniciativa, realizada em parceria com o município, teve como objetivo levar conhecimento e promover reflexões para alunos da rede pública de ensino, em perímetro urbano e rural. Ao todo, participaram das palestras 471 pessoas, além de 12 atendimentos na van do programa.
A programação do evento incluiu palestras educativas sobre igualdade de gênero, consentimento, combate à violência e empoderamento feminino. Os temas abordados são essenciais para fomentar o debate e conscientizar a sociedade sobre a importância da equidade e do respeito entre homens e mulheres.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A secretária da Setasc, Cel. Grasi Paes, destacou que o Governo de Mato Grosso tem trabalhado continuamente no combate à violência contra as mulheres e que ações como esta, realizadas nas escolas, reforçam esse compromisso.
“É fundamental levarmos informação e conscientização aos jovens, para que desde cedo compreendam a importância do respeito, da igualdade e da valorização das mulheres. Trabalhar esses temas dentro do ambiente escolar fortalece nossa luta por uma sociedade mais justa e segura para todas”, declarou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A juíza Suelen Barizon Hartmann, titular da 2ª Vara Criminal de Tangará da Serra, agradeceu a parceria do Programa SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, destacando a importância da iniciativa.
“Nossa parceria aqui da Setasc com o Poder Judiciário na 29ª Semana da Justiça pela Paz em Casa foi oferecida não somente nas escolas, mas também aqui no estacionamento do fórum, com todos os serviços que o Programa SER Família Mulher disponibiliza. Então eu só tenho a agradecer a parceria e essa comunhão de esforços na proteção da família e da mulher tangaraense. Muito obrigada”, disse.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A primeira-dama de Tangará da Serra, Silvana Ló Masson, também ressaltou a relevância da ação para a comunidade local. “A ação buscou levar às mulheres e meninas o conhecimento e uma abordagem diferente, vendo as suas necessidades em cada espaço e onde elas estão. É um movimento que todo mundo abraçou, que estamos fazendo para fortalecer as mulheres e meninas do município de Tangará da Serra”, afirmou.
Além das palestras, a Semana da Mulher Tangaraense contou com rodas de conversa, proporcionando um espaço seguro para que os participantes pudessem expressar suas opiniões e experiências.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A iniciativa reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso em promover políticas públicas voltadas para a proteção e valorização das mulheres, levando conhecimento e sensibilização para diversas escolas do município. A expectativa é de que a ação impacte positivamente a comunidade, incentivando uma cultura de respeito e empoderamento feminino.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Café garante renda e recomeço para família de Castanheira
O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.
Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.
“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.
No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.
A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.
“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.
A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.
“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.
O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.
“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.
Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.
“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.
Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.
Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.
Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.
Fonte: Governo MT – MT
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