MATO GROSSO

Polícia Civil investiga quadrilha que furtou 490 toneladas de fertilizantes em propriedades rurais de MT


A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (24.03), a Operação ‘Piratas do Agro’ cujos alvos são investigados pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) por constituir uma associação criminosa voltada ao furto de fertilizantes em propriedades rurais do Estado. 

O inquérito instaurado pela GCCO investiga cinco furtos de cargas de fertilizantes de fazendas localizadas nos municípios de Sorriso, Brasnorte, Santa Rita do Trivelato e São José do Rio Claro, de onde foram subtraídas 490 toneladas de produtos, com prejuízo estimado às vítimas em, aproximadamente, R$ 1,2 milhão. 

Com base no material coletado e nas informações reunidas no inquérito, a GCCO representou por quatro prisões temporárias de integrantes da quadrilha, cinco buscas e apreensões domiciliares e seis apreensões de veículos, entre eles, dos caminhões utilizados nos crimes e veículos de propriedade dos investigados. O objetivo da Polícia Civil é apresentar os veículos ao Poder Judiciário para que sejam leiloados os bens e os valores arrecadados, revertidos às vítimas visando o ressarcimento dos prejuízos sofridos. Os mandados foram deferidos pela 2ª Vara Criminal de Sorriso. 

As investigações da GCCO contaram com o apoio da Delegacia de Sorriso e  da Delegacia de Roubos e Furtos de Nova Mutum. 

A operação conta com o apoio das delegacias da Regional de Rondonópolis, município onde todos os investigados da quadrilha residem.

Modo de agir 

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As investigações identificaram que a quadrilha começou praticar os crimes após comprar o caminhão tipo “munck”, equipamento imprescindível para a prática dos delitos. Os integrantes do bando iam a propriedades rurais, onde estavam depositados os fertilizantes armazenados em bags (grandes bolsas de plástico) que ficam em meio às lavouras. Com o caminhão, eles içavam as bags sobre as carretas de outros dois caminhões, cortavam o fundo dos sacos e despejavam o fertilizante a granel nas carretas para serem transportados. 

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou também os veículos utilizados pelo bando criminoso para o transporte dos fertilizantes, além de um veículo VW Polo branco usado pelo grupo para o levantamento e identificação das fazendas alvo das ações criminosas.

Furtos 

Os crimes apurados no inquérito ocorreram em quatro diferentes municípios de Mato Grosso, todos de extensa produção agrícola. No dia 08 de setembro do ano passado, criminosos entraram em uma fazenda no município de Sorriso, localizada na MT-404, e levaram cerca de 133 toneladas de cloreto de potássio, avaliadas em R$ 252 mil. De acordo com a ocorrência registrada pela vítima, o produto estava acondicionado em bags armazenadas em meio à área de plantação e foram encontrados vazios e rasgados no local.

Já no dia no dia 11 de setembro, outro furto foi registrado em uma propriedade agrícola de Brasnorte, na região noroeste do estado. Da fazenda foram furtadas 30 toneladas de cloreto que estavam em bags, avaliadas em R$ 57 mil. 

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O terceiro furto praticado pela quadrilha foi registrado em 15 de setembro, em Santa Rita do Trivelato, no norte de Mato Grosso, de onde foram levadas 127 toneladas de adubo a granel, avaliadas em R$ 228 mil. As bags dos produtos foram encontradas rasgadas na área da plantação. 

Outra propriedade em Sorriso foi alvo da quadrilha no dia 18 de setembro. Da fazenda, localizada na MT-242, foram furtadas 92 toneladas de adubo granulado, cujo valor é estimado em R$ 310 mil. 
Conforme o registro da ocorrência, o produto estava acondicionado nas bags e ficavam em meio à plantação, a cerca de cinco quilômetros da sede da fazenda.

Já no mês de janeiro deste ano, outro furto com as mesmas características foi registrado em uma fazenda do município de São José do Rio Claro, na MT-235. Da propriedade foram levados quase 60 mil quilos de de ureia granulada, avaliados em R$ 293 mil, e mais 37,8 toneladas de sulfato de amônia, avaliadas em R$ 48,7 mil. 

O título da operação faz referência aos criminosos que agem em diversas regiões do estado, como verdadeiros piratas, subtraindo produtos destinados ao agronegócio.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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