MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados contra falsas investidoras que aplicavam golpes em idosos
As ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão, dois de proibição de contato com a vítima e dois de bloqueios de bens e valores, são cumpridos na cidade de Umuarama, no estado do Paraná.![]()
As investigações iniciaram em março de 2024 após o filho da vítima procurar a Delegacia de Estelionato noticiando que a sua mãe de 80 anos de idade estava fazendo transferências bancárias contínuas para duas mulheres, que alegavam fazer parte de um suposto grupo de investimentos, com a promessa de que os valores seriam aplicados e teriam alta lucratividade.
Segundo as informações, a vítima fez diversas transferências de valores entre os meses de dezembro de 2022 a março de 2024, totalizando um montante de mais de R$ 1 milhão, destinados ao grupo criminoso, sendo posteriormente constatado que os investimentos eram inexistentes.
Os suspeitos utilizavam de meios ardilosos para ludibriar a vítima, que devido à idade avançada, a vítima não acreditava se tratar de uma fraude e continuava realizando a transferências de valores solicitadas pelos criminosos.![]()
Diante das evidências, o delegado Marcelo Martins Torhacs instaurou inquérito policial para apuração dos fatos, conseguindo identificar as mulheres responsáveis pelas fraudes, sendo representado pelos mandados contra as investigadas, que foram deferidos pela Justiça.
Para cumprimento dos mandados, uma equipe da Delegacia de Estelionato coordenada pelo delegado Vinícius Nazário, foi até o estado do Paraná, sendo apreendido na residência das investigadas diversos cartões bancários, computadores, aparelhos celulares e um veículo.
As investigações seguem em andamento, uma vez que os elementos apreendidos auxiliarão no avanço das investigações e identificação de outras possíveis vítimas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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