MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra homem que roubou e estuprou mulher em Várzea Grande

A Polícia Civil cumpriu, na tarde dessa terça-feira (9.12), um mandado de prisão temporária expedido em desfavor de um investigado, de 39 anos, pelos crimes de estupro e roubo ocorridos em Várzea Grande.

O investigado havia sido preso em flagrante no último fim de semana (6), pelo crime de furto qualificado, após furtar um mercado e, por isso, já estava preso no Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Nesta terça-feira (9), a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande cumpriu o mandado de prisão temporária dentro da unidade penitenciária.

O crime

A vítima do crime de estupro e roubo, de 22 anos, relatou que, no dia 17 de novembro deste ano, encontrou-se com o suspeito em um motel localizado nas proximidades do Zero KM, em Várzea Grande.

No local, após cobrar o valor previamente combinado, o suspeito recusou-se a pagar e teria aplicado um golpe utilizando uma chave, pressionando o pescoço da vítima e quase a levando à inconsciência.

Leia Também:  Advogada é flagrada pela Polícia Penal com procurações falsas em penitenciária

O investigado ainda determinou que a vítima não gritasse e exigiu seu dinheiro e aparelho celular. Em seguida, retirou uma peça íntima da vítima, colocando-a em sua boca para impedir que pedisse socorro, e utilizou fronhas da cama para amarrar seus pés e mãos, deixando-a imobilizada.

Após subtrair os pertences da mulher, o suspeito a estuprou e, logo depois, deixou o local. A vítima conseguiu se desvencilhar algum tempo depois.

Durante as investigações, a vítima reconheceu formalmente o investigado como autor dos crimes. Também foi constatado que ele possui diversas passagens criminais, incluindo um crime de natureza semelhante registrado em 2021.

Com o cumprimento do mandado, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande passa a contar com 30 dias para a conclusão das investigações.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

Leia Também:  "Ações do Governo do Estado em Primavera são decisivas para o progresso do município", afirma prefeito

A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

Leia Também:  Bombeiros socorrem homem em parada cardiorrespiratória e outro vítima de agressão

Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA