MATO GROSSO
Polícia Civil conclui inquérito de furto de energia em pousada na região do Lago do Manso
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Chapada dos Guimarães, concluiu o inquérito policial que apurou o furto de energia praticado pelo proprietário de uma pousada na região do Lago do Manso.
O investigado responderá pelo crime de furto de energia, que tem uma pena de quatro anos de reclusão.
As investigações realizadas pela equipe de policiais civis de Chapada, com apoio de técnicos da Energisa e peritos da Politec, apontaram que houve manipulação do consumo de energia e medição de consumo de energia por parte do estabelecimento.
A pousada contava com várias edificações e foi detectado o furto de energia em, ao menos, cinco delas. Conforme laudo pericial, “ficou constatado que somente uma fase estava fazendo a medição do consumo de energia e que o medidor podia ser ligado e desligado através da conexão de um fio preto. Quando o medidor está desligado, ele não faz a medição de consumo de nenhuma das fases”.
De acordo com o delegado de Chapada dos Guimarães, Eugenio Rudy Junior, o medidor ficava no interior da propriedade e o acesso ao equipamento era controlado por funcionários da pousada.
“Uma fase passava pelo medidor de consumo de energia, a outra fase estava ligada direto no disjuntor, sem passar pelo medidor. Qualquer um que tivesse acesso ao medidor podia fazer a manipulação da leitura do consumo de energia, e esse consumo só seria medido em uma fase da ligação bifásica. Se os equipamentos que funcionam com tensão 127V estiverem todos ligados na fase que não mede o consumo de energia, a medição seria divergente do consumo real”, disse o delgado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Mato Grosso pratica menor alíquota de ICMS do país; preço dos combustíveis é resultado de fatores de mercado
Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.
O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.
Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.
Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.
Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.
Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.
A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.
Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.
Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.
Fonte: Governo MT – MT
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