MATO GROSSO
PM prende quadrilha e frustra entrega de entorpecente em Penitenciária
Policiais militares de Rondonópolis desarticularam uma quadrilha e impediram uma tentativa de entrega de drogas, celulares e outros objetos que seriam lançados dentro na Penitenciária Major Eldo de Sá (Mata Grande) por meio do uso de drones, na madrugada desta quarta-feira (23.02). Na ação, cinco pessoas foram presas e apreendidos dois drones, celulares, porções de drogas, R$ 10 mil em dinheiro e uma arma de fogo.
Por volta das 2h, a PM foi solicitada via 190 para realizar rondas nas proximidades da penitenciária da Mata Grande. A partir de uma denúncia, os militares foram informados sobre um drone que estaria sobrevoando a unidade prisional. No local, havia um homem dentro de um veículo Gol, onde foram encontrados carregadores de celulares, controles de drones e porções de drogas amarradas em uma linha. Esse homem afirmou que prestava apoio a outros dois suspeitos.
As equipes policiais realizaram campana na região e visualizaram um veículo Strada, de cor branca, em alta velocidade em direção penitenciária, no sentido área urbana. A PM realizou acompanhamento e flagrou o momento em que os ocupantes desse veículo se desfizeram de uma bolsa, mas o carro continuou em alta velocidade até o bairro Jardim Iguassu, onde foi abandonado pelos suspeitos.
Em vistoria ao veículo, foram encontrados R$ 10.276,25 em espécie, diversos cartões bancários e porções de drogas embaladas juntas com dois aparelhos celulares. A PM ainda notou a presença de curiosos e abordou um homem, que se apresentou como motorista do veículo. Questionado sobre a ação, ele afirmou que estava com outras pessoas e que haveria objetos em sua casa.
Desdobramento da ocorrência
Os policiais se deslocaram para a residência do suspeito e encontraram outras três pessoas. Em procedimento de buscas, foram encontrados uma arma de fogo calibre 38, tipo carabina, duas munições calibre 9mm e um rádio comunicador. Outra parte da equipe da PM se deslocou para a região onde havia sido jogada a bolsa e encontraram um drone com controle, chaves e carregadores de celulares.
Diante dos fatos, todos os cinco suspeitos identificados foram encaminhados para a Delegacia de Rondonópolis, junto com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
MATO GROSSO
Café garante renda e recomeço para família de Castanheira
O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.
Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.
“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.
No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.
A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.
“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.
A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.
“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.
O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.
“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.
Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.
“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.
Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.
Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.
Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.
Fonte: Governo MT – MT
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