MATO GROSSO

Nova carteira de habilitação começa a ser emitida a partir de junho

O Governo de Mato Grosso, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), começa a emitir, a partir de 1º de junho, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com a nova identidade visual. A nova versão foi determinada pela Resolução nº 886 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e será impressa para os condutores que forem renovar o documento, emitir a segunda via, alterar dados ou tirar a CNH pela primeira vez a partir de junho.

“O novo modelo da CNH vai evitar fraudes, pois traz novos itens de segurança em relação à anterior e não sofrerá alteração na taxa, permanecendo o mesmo valor”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

Devido à necessidade de ajustes no sistema das gráficas para a impressão do novo modelo da Carteira Nacional de Habilitação, a emissão das CNHs estará suspensa do dia 27 de maio a 1º de junho em todo Estado, conforme já deliberado com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). 

O que vai mudar

A nova versão da CNH terá as cores em verde e amarelo, identificação das categorias com equivalência internacional e, no verso, texto em português, inglês e espanhol facilitando a identificação dos condutores brasileiros em solo estrangeiro. No verso da CNH, além do QR Code o documento também terá um código de leitura internacional de dados.

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A categoria da CNH ficará visível na primeira coluna junto a imagem do tipo de veículo o qual o condutor está habilitado. No canto superior direito do documento terá uma indicação por meio da letra P (se o condutor tiver apenas permissão para dirigir) e a letra D (se a CNH for definitiva).

O documento também terá um campo para indicar se o condutor exerce atividade remunerada e outro campo para anotação de possíveis restrições médicas. A nova CNH contará com mais dispositivos de segurança como tinta especial fluorescente que brilha no escuro, itens visíveis apenas com luz ultravioleta e holograma na parte inferior do documento, dificultando falsificações.

O Detran-MT reforça aos condutores que possuem o documento na versão antiga e dentro do prazo de validade, que não precisam se preocupar, pois o mesmo continuará válido até a sua data de vencimento para renovação. 

Documento obrigatório

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um documento obrigatório para todas as pessoas que desejam dirigir em território nacional e também serve como documento individual de identificação em todo País. Atualmente em Mato Grosso, cerca de 1,5 milhão de condutores são habilitados em todas as categorias.

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O diretor de Habilitação do Detran-MT, Alessandro de Andrade, reforça que, por mais que a nova versão da CNH tenha informações em português, inglês e espanhol, para dirigir nos mais de 150 países que assinaram a Convenção de Viena, ainda é obrigatório o porte da Permissão Internacional para Dirigir (PID), se o condutor for permanecer por mais de 180 dias.

“A nova CNH pode ser utilizada nos países que não participaram da convenção, mas que possuem acordo bilateral com o Brasil, como o acordo Mercosul. Para trafegar nos demais países é obrigatório o porte da PID, caso o condutor fique viajando por mais de 180 dias”, ressaltou.

A CNH está disponível na versão física e digital. O acesso à versão eletrônica é somente pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que pode ser baixado em aparelhos celulares com tecnologias Android e IOS.  

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Gisela celebra vitória da Seleção Brasileira mas chama atenção para avanço das apostas digitais

“Somos todos brasileiros e estamos felizes com a vitória da nossa seleção na busca pelo hexa. O que me chama atenção é a quantidade de anúncios de apostas aos quais somos expostos durante esses eventos”

A vitória da Seleção Brasileira sobre o Haiti, nesta última sexta-feira (19), renovou a esperança do tão sonhado hexacampeonato e levou milhões de torcedores a comemorarem mais um importante resultado da equipe na Copa do Mundo de 2026. A exemplo de milhões de brasileiros, a presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, também celebrou os três gols que garantiram o triunfo da equipe nacional. Mas, em meio à alegria pela campanha da Seleção, a dirigente aproveitou para lançar luz sobre outro fenômeno que vem ganhando cada vez mais espaço dentro do universo do futebol: a expansão das apostas esportivas online.

Em publicação nas redes sociais logo após a partida, e em podcast neste final de semana na Umanos Editora, Gisela observou que a presença das chamadas bets já se tornou praticamente inseparável das grandes transmissões esportivas, ocupando espaços na televisão, nos portais de notícias, nas redes sociais e nas mais diversas plataformas digitais.

“Somos todos brasileiros e estamos felizes com a vitória da nossa seleção na busca pelo hexa. O que me chama atenção é a quantidade de anúncios de apostas aos quais somos expostos durante esses eventos, muitas vezes sem refletirmos sobre os impactos que isso pode gerar na vida de milhares de famílias”, afirmou.

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Conhecida em Mato Grosso pela atuação na defesa do consumidor, área na qual construiu sua trajetória antes de chegar à Câmara Federal, Gisela avalia que a discussão sobre as apostas deixou de se restringir ao entretenimento e passou a envolver questões econômicas, sociais e de saúde pública.

Segundo ela, relatos de famílias afetadas pelo endividamento associado às plataformas de apostas têm se tornado cada vez mais frequentes. “Tenho acompanhado histórias de pessoas que perderam economias construídas ao longo de anos, assumiram dívidas e enfrentaram conflitos familiares decorrentes do comportamento compulsivo relacionado ao jogo”, observou.

Durante estes 33 meses de mandato na Câmara, o tema se tornou uma de suas principais pautas na área de proteção ao consumidor. Entre as propostas apresentadas está o Projeto de Lei nº 1561/2026, que busca ampliar mecanismos de proteção aos usuários e responsabilizar empresas que adotem práticas consideradas abusivas no ambiente digital.

Gisela também sustenta que as plataformas possuem acesso a dados suficientes para identificar padrões de comportamento que indiquem situações de vulnerabilidade financeira.

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“Ninguém aposta de forma anônima no ambiente digital. As operações passam por CPF, Pix, cartão ou conta bancária. As empresas sabem quem joga, com que frequência joga e quando esse comportamento começa a ultrapassar limites razoáveis”, argumenta.

Para Gisela, o debate não deve ser encarado, contudo, como uma crítica ao futebol ou às comemorações em torno da Copa do Mundo, mas como uma reflexão necessária diante de um mercado que cresce rapidamente e alcança milhões de brasileiros todos os dias. “O futebol continua sendo uma das maiores paixões nacionais. O que precisamos discutir é como garantir que essa paixão não seja acompanhada por mecanismos que estimulem o endividamento, a compulsão e o sofrimento de tantas famílias”, defende.

Em um cenário no qual clubes, campeonatos, atletas e influenciadores passaram a conviver cada vez mais próximos das plataformas de apostas, Gisela acredita que o avanço da regulamentação e da proteção ao consumidor deve caminhar na mesma velocidade da expansão do setor. “O desafio não é impedir que as pessoas façam suas escolhas. É garantir que elas sejam protegidas de práticas que podem transformar diversão em prejuízo financeiro e emocional”, conclui.

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