MATO GROSSO

Municípios devem organizar conferências das Cidades e garantir participação na etapa estadual

Os municípios mato-grossenses devem convocar e realizar suas conferências municipais das Cidades o quanto antes, a fim de garantir representatividade e participação ativa na 6ª Conferência Estadual das Cidades, que será realizada nos dias 18, 19 e 20 de agosto de 2025, em Cuiabá. A organização das etapas municipais é essencial para que as cidades possam eleger seus delegados e apresentar propostas à etapa estadual.

Cidades como Sinop, Marcelândia, Várzea Grande e Cuiabá já realizaram suas etapas. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), responsável pela organização da Conferência Estadual, reforça a importância de que os demais municípios sigam esses exemplos e procurem a secretaria para orientações.

A secretária adjunta das Cidades da Sinfra, Rafaela Damiani, explica que, para que as cidades possam participar da etapa estadual e, posteriormente, da nacional, é necessário que tenham realizado sua conferência municipal.

“Os municípios que não organizarem suas etapas poderão perder a oportunidade de apresentar suas demandas e de garantir representatividade na construção das políticas públicas urbanas. Ainda há tempo, e estamos à disposição para orientar e apoiar os gestores interessados”, destaca.

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Conferência Estadual

Com o tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, a conferência estadual será um espaço de debate e construção coletiva de soluções para os desafios urbanos, promovendo o diálogo entre autoridades políticas e diversos segmentos da sociedade civil.

Serão 634 delegados participando da etapa estadual, representando gestores públicos, movimentos populares, sindicatos, empresários do setor urbano, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas e ONGs. A programação contará com painéis temáticos, grupos de discussão e plenárias, e será orientada por três eixos principais de debate:

Articulação entre os principais setores urbanos, como habitação, mobilidade, saneamento e uso do solo;
Gestão estratégica e financiamento, com foco em modelos de governança e viabilização de recursos;
Temas transversais: sustentabilidade ambiental e emergências climáticas, transformação digital e território, e segurança pública.

Durante a conferência, serão indicadas prioridades para a atuação estadual e municipal, eleitas entidades para o Conselho Estadual das Cidades, e selecionados os delegados que representarão Mato Grosso na 6ª Conferência Nacional das Cidades, a ser realizada em Brasília.

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Ao final do evento, será elaborado um relatório com diretrizes e propostas que refletirão as contribuições das etapas municipais e estaduais. A Conferência Nacional é promovida pelo Ministério das Cidades.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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