MATO GROSSO
MTI lança a campanha “Doar nos Conecta” em parceria com o MT Hemocentro
A MTI (Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação), em parceria com o MT Hemocentro, promove a campanha “Doar nos Conecta”, cujo objetivo é incentivar a atitude solidária e regular da doação de sangue, independente de se conhecer ou não pacientes que precisam de transfusão, além de colaborar com o estoque do banco de sangue do MT Hemocentro.
A campanha foi lançada em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado nesta sexta-feira (25.11). A data foi instituída pelo Decreto Lei 53.988, de 30 de junho de 1964, aniversário de fundação da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue, com o propósito de reforçar a importância da doação de sangue, sensibilizar novos doadores e agradecer aos que já existem.
Entenda um pouco mais sobre doação de sangue
A doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro, para uso subsequente em transfusões de sangue. A doação segue os seguintes passos:
1 – Cadastro – O doador, portando um documento oficial com foto, é cadastrado e recebe um questionário para ser respondido. O objetivo é avaliar se há alguma situação ou doença que impeça a doação de sangue. Portanto, as respostas devem ser sinceras.
2- Pré-triagem – Verificação de peso, altura, pressão arterial, pulso, temperatura e teste de anemia.
3- Triagem clínica – O doador é entrevistado e examinado por profissional de saúde, em local que garanta a privacidade e o sigilo das informações. O profissional verifica as respostas do questionário e avalia pessoas com alto risco de transmitir doenças pelo sangue. A segurança do paciente que recebe transfusão começa com o doador.
4- Coleta de sangue – O procedimento dura no máximo 15 minutos. Todo o material utilizado é individual, estéril e descartável. Não há risco de contrair doenças doando sangue. São coletadas amostras para teste de doenças contagiosas e para verificar tipo sanguíneo.
5- Lanche – O doador recebe hidratação oral, lanche e informações sobre os cuidados básicos que devem ser tomados após a coleta do sangue.
Todo sangue doado é separado em hemácias, plaquetas e plasma, e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são enviados aos hospitais para serem utilizados em tratamentos e intervenções urgentes e pode ajudar pacientes que sofrem de condições com risco de vida, além de apoiar procedimentos médicos e cirúrgicos complexos.
MT-Hemocentro
Para evitar aglomerações e garantir a segurança de doadores e servidores, o MT Hemocentro, em parceria com a MTI, vai disponibilizar um veículo, tipo van, para fazer o transporte dos doadores voluntários nos próximos dias 8 e 9 de dezembro.
Lembrar que o agendamento para o público em geral pode ser realizado de 7h30 às 17h30, de segunda a sexta-feira, pelo site http://mthemocentro.saude.mt.gov.br/ ou WhatsApp (65) 98433-0624. A coleta de sangue é realizada na Rua 13 de junho, 1.055 – Porto – Cuiabá/MT.
Pré-requisitos para ser doador de sangue (Fonte: Ministério da Saúde)
- levar documento de identidade com foto;
- estar em boas condições de saúde;
- ter entre 16 a 69 anos de idade (de 16 a 17 anos, com autorização do responsável legal);
- idade até 60 anos, se for a primeira doação;
- intervalo entre doações de sangue de 90 dias para mulheres e 60 dias para homens;
- ter peso igual ou superior a 51kg;
- não estar em jejum;
- após o almoço ou jantar, aguardar pelo menos 3 horas;
- ter dormido pelo menos 4h na noite anterior à doação;
- não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
- se teve sintomas gripais, o doador deve aguardar 14 dias para realizar a doação;
- se foi diagnosticado com COVID-19, aguardar 10 dias após o fim dos sintomas;
- candidato à doação de sangue que foi vacinado deve aguardar o prazo: Coronavac ou Covaxin – 48h; b) Astrazeneca, Pfizer ou Janssen – 7 dias; c) Influenza (vacina da gripe) – 48h;
- não ter tido parto ou aborto há menos de 3 meses;
- não estar grávida ou amamentando;
- não ter feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses;
- não ter piercing em cavidade oral ou região genital;
- não ter extração dentária nas últimas 72 horas;
- não ter feito endoscopia ou colonoscopia há menos de 6 meses;
- não ter tido febre, infecção bacteriana ou gripe há menos de 15 dias;
- não ter fator de risco ou histórico de doenças infecciosas ou transmissíveis por transfusão (hepatite após 11 anos, hepatite b ou c, doença de chagas, sífilis, aids, hiv, htlv i/ii);
- não ter visitado área endêmica de malária há menos de 1 ano;
- não ter tido malária;
- não ter diabetes em uso de insulina ou epilepsia em tratamento.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Beatificação de Padre Nazareno transforma Jauru em novo destino de peregrinação religiosa
Lágrimas, orações, cânticos e manifestações de fé marcaram a manhã histórica de sábado (13.6), em Jauru, na cerimônia que oficializou a beatificação do padre Nazareno Lanciotti. Sob o sol forte do oeste mato-grossense, milhares de fiéis permaneceram por horas acompanhando a celebração de beatificação do missionário italiano, assassinado em 2001, reconhecido agora pela Igreja Católica como mártir da fé. Nem o calor intenso diminuiu a emoção de quem aguardava há mais de duas décadas por esse momento.
A celebração reuniu mais de 80 caravanas de diversas regiões de Mato Grosso e de outros Estados, além de autoridades civis e religiosas. Estiveram presentes o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado, parlamentares e representantes da Igreja Católica de várias partes do Brasil. O momento mais aguardado ocorreu quando o cardeal Dom João Braz de Aviz, enviado do Vaticano para representar o Papa Leão XIV, leu a carta apostólica que oficializou a beatificação.
“Concedemos que o venerável servo de Deus, Nazareno Lanciotti, mártir, missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano, seja doravante chamado Beato”, declarou o cardeal diante da multidão.
Mais do que um marco religioso, a cerimônia abriu uma nova perspectiva para Jauru. Com a beatificação, a cidade passa a integrar o mapa dos destinos de peregrinação católica e pode se consolidar como um importante polo de turismo religioso em Mato Grosso.
A expectativa da Igreja é que o fluxo de visitantes aumente nos próximos anos. Hoje, Jauru já recebe peregrinos atraídos pela história do padre Nazareno, pelo Movimento Sacerdotal Mariano e pelos locais ligados à sua trajetória. Com o reconhecimento oficial da Igreja, esse movimento tende a se intensificar.
Para o padre Diogo Monteiro, da Arquidiocese de Cuiabá, a beatificação coloca definitivamente o município no cenário nacional do turismo religioso.
“Jauru já era um lugar de peregrinação. Todos os anos, os fiéis vinham por causa da história do padre Nazareno e da espiritualidade mariana. Agora, com a beatificação e com as relíquias do beato preservadas aqui, a tendência é que esse movimento cresça ainda mais”, afirmou.
Segundo ele, muitas pessoas que chegaram para a cerimônia nunca haviam visitado a cidade. “A beatificação colocou Jauru e também Mato Grosso no cenário do turismo religioso. Muita gente está conhecendo a cidade pela primeira vez e descobrindo toda a história construída aqui”, disse.
Os locais ligados ao beato já formam uma espécie de roteiro de fé para os visitantes. Entre eles estão a Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, onde está a urna com os restos mortais do beato; o Memorial Beato Nazareno Lanciotti; o Santuário Imaculado Coração de Maria; o Hospital Nossa Senhora do Pilar; o Lar dos Velhinhos Imaculado Coração de Maria; além da Sala do Martírio, do bosque e de outros espaços que preservam sua memória.
A transformação de Jauru em destino de peregrinação encontra respaldo na própria história do sacerdote italiano que chegou à região na década de 1970. Durante quase três décadas, padre Nazareno permaneceu na mesma paróquia, dedicando-se não apenas à evangelização, mas também à criação de obras sociais, projetos educacionais e ações voltadas ao atendimento dos mais vulneráveis.
O cardeal Dom João Braz de Aviz destacou que a relevância do reconhecimento vai além do aspecto religioso.
“Se a gente olha Jauru quando ele chegou e o que é hoje, pode notar não apenas o crescimento da Igreja, mas também o crescimento humano e social proporcionado por ele. Basta ver as obras sociais que ficaram”, afirmou.
O legado permanece vivo na memória dos moradores que conviveram com o sacerdote. Um deles é Adilson Barbosa dos Santos, conhecido como Pio, que foi coroinha do padre Nazareno e hoje atua como ministro da Igreja Católica.
Visivelmente emocionado ao lembrar do antigo pároco, ele recordou a convivência iniciada ainda na infância.
“Tudo o que existe aqui na igreja, o asilo, tantas obras, têm a marca dele. Ele doou a vida por essa cidade. Eu fui coroinha do padre Nazareno e depois recebi dele o convite para ser ministro. Foi um sonho realizado.”
Para Pio, a beatificação representa também uma oportunidade de desenvolvimento para Jauru.
“Eu acredito que a cidade deu um grande passo. O padre Nazareno fez muito por nós e creio que Jauru vai crescer ainda mais com esse reconhecimento.”
Entre os milhares de fiéis presentes estava a controladora interna Bárbara Nathalia Nogueira Garnica Rocha, que visitou Jauru pela primeira vez especialmente para acompanhar a cerimônia.
“A figura do padre Nazareno nos mostra que a devoção mariana nos leva a amar ainda mais Jesus Cristo. Estar aqui hoje é muito significativo. É um evento grandioso, o primeiro desse tipo em Mato Grosso, acontecendo praticamente no quintal de casa”.
Embora a beatificação represente a conclusão de uma etapa importante, para a Igreja ela também pode ser o início de um novo caminho. O próximo passo possível é a canonização, que transformaria o beato em santo.
Rumo à santificação
Amigo da família Lanciotti e autor de um livro sobre sua trajetória, o italiano Ivaldo Riva acompanha o processo há anos e acredita que a devoção popular ao beato será fundamental para essa nova fase.
Ele próprio atribui ao padre Nazareno uma experiência que considera milagrosa. Após sofrer uma hemorragia cerebral e passar por uma cirurgia complexa em 2017, disse ter recorrido à intercessão do sacerdote.
“A emoção de todo esse processo está ligada a essa experiência que vivi. Sempre acreditei na santidade do padre Nazareno”, contou.
Segundo ele, a beatificação foi construída não apenas por documentos e investigações, mas também pela fé das pessoas que mantiveram viva a memória do sacerdote durante mais de duas décadas.
“Uma coisa que sempre me impressionou foi perceber que já existia um culto popular. As pessoas vinham rezar, visitar o túmulo, manter viva a lembrança dele. Isso foi muito importante para a beatificação.”
Agora, a expectativa é que a devoção cresça ainda mais. Se um milagre for oficialmente reconhecido pelo Vaticano por intercessão do beato Nazareno Lanciotti, o missionário que dedicou a vida a Jauru poderá dar o próximo passo rumo aos altares da Igreja Católica, transformando a cidade que escolheu para viver e morrer em um dos mais importantes centros de peregrinação religiosa do Centro-Oeste brasileiro.
Fonte: Governo MT – MT
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