MATO GROSSO

Mostra Estadual das Escolas Técnicas da Seciteci registra recorde de inscritos

A IV Mostra Estadual das Escolas Técnicas (MEET) recebeu número recorde de inscrições. Foram submetidos 473 trabalhos desenvolvidos por alunos da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), um percentual aproximadamente 165,7% maior que o registrado em 2024, quando houve 178.

Para a presidente da Comissão organizadora da Mostra, Elinez Rocha, a tendência de aumento é resultado de uma soma de fatores.

“Primeiro, podemos destacar o crescimento no número de Escolas Técnicas Estaduais. Até o ano passado nós tínhamos 15 escolas. Neste ano, estamos com 17. É claro que isso aumenta o número de estudantes, mas também houve um aumento no número de turmas e cursos”, disse Elinez.

Segunda ela, é preciso também destacar o engajamento por parte dos professores e gestores das ETECs, que estão estimulando bastante os alunos a desenvolverem projetos. “Então, essa soma de fatores acabou gerando este resultado excelente e inédito”, completouElinez.

Na primeira edição da MEET, realizada no ano de 2022, foram 87 inscrições de alunos das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs). Em 2023, 83 trabalhos foram submetidos. E no ano passado, 178. Entre a primeira e a atual edição, houve significativo aumento de 443,67%.

Leia Também:  Polícia Civil apreende Porsche Panamera de liderança de facção investigada na Operação Imperium

MEET

A Mostra Estadual das Escolas Técnicas é uma iniciativa que visa estimular a criatividade e inovação dos alunos, capacitando-os a desenvolver soluções para desafios contemporâneos. Participam projetos de estudantes matriculados nas Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) e alunos egressos de cursos técnicos intercomplementares, concomitantes e subsequentes.

Nesta 4ª edição, as equipes ganhadoras receberão premiação dividida em dois segmentos: aluno e professor orientador. Serão premiados 1ª, 2º e 3º colocações de cada categoria.

No segmento aluno, a premiação consistirá em: um smartphone (1º lugar), um tablet (2º lugar) e um Smart Speaker Amazon Echo Dot (3º lugar). Para os professores orientadores, a premiação será: Kit Professor Tech, composto por um tablet, uma mochila; um projetor 4K HD (150 polegadas) e um controle apresentador de slides (1º lugar); um Smartphone (2º lugar) e um tablet (3º local).

O resultado final da Mostra será divulgado no dia 14 de julho (14.7), no site da Seciteci (Acesse Aqui). Os projetos ganhadores também estarão automaticamente classificados para a 17ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI). O evento será realizado em outubro, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCTI), em Cuiabá.

Leia Também:  Colmeias formativas organizam trilhas da Semana Pedagógica 2026

*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Polícia Militar prende homem por tentativa de homicídio contra o próprio irmão

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Colmeias formativas organizam trilhas da Semana Pedagógica 2026

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA