MATO GROSSO

Mato Grosso recebeu atletas de mais de 20 países em competições internacionais em 2024

Atletas de mais de 20 países participaram de competições internacionais de atletismo e futebol realizadas em Mato Grosso em 2024. No decorrer do ano passado, o Estado sediou o Campeonato Ibero-Americano de Atletismo, que foi realizado pela primeira vez na região Centro-Oeste após negociações entre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Governo de Mato Grosso, o Grande Prêmio (GP) Internacional de Atletismo e a Copa Sul-Americana de Futebol.

Realizado no mês de maio, no Centro Olímpico de Treinamento da Universidade Federal de Mato Grosso (COT/UFMT), em Cuiabá, o Campeonato Ibero-Americano antecedeu os Jogos Olímpicos de Paris 2024 e foi uma das últimas oportunidades para atletas obterem índices ou pontos no ranking mundial. A competição é disputada a cada dois anos por seleções nacionais de países ibero-americanos, Andorra e países africanos onde a língua oficial é o espanhol ou o português.

Em Mato Grosso, o campeonato internacional contou com a presença de cerca de 556 atletas de 24 países: Angola, Argentina, Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Espanha, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, São Tomé e Príncipe, Uruguai e Venezuela.

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Logo após o Ibero-Americano, também no COT/UFMT, ocorreu o Grande Prêmio (GP) Brasil de Atletismo. A competição, que reuniu grandes nomes do atletismo nacional e internacional, integra o World Athletics Continental Tour Challenge de 2024 na categoria D.

“Mato Grosso é um dos Estados onde o atletismo mais cresce no país. Hoje, a melhor pista de atletismo do Brasil não está em São Paulo ou no Rio de Janeiro, está em Cuiabá. O Estado tem um potencial atlético incrível, grandes treinadores e um Governo que fomenta o atletismo e demais modalidades”, ressaltou o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Campos, na ocasião dos eventos esportivos.

Já a Arena Pantanal, em Cuiabá, sediou partidas da Copa Sul-Americana de futebol. A competição é considerada a segunda competição mais importante de clubes de futebol da América do Sul, ficando atrás apenas da Copa Libertadores da América, e contou com a participação do Cuiabá Esporte Clube.

O estádio gerido pelo Governo de Mato Grosso recebeu as partidas da fase de grupos, em que o Cuiabá jogou contra o centenário Lanús, da Argentina, o Metropolitanos, da Venezuela, e o Deportivo Garcilaso, do Peru.

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Realizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a Copa Sul-Americana garante ao clube vencedor uma vaga na fase de grupos da Libertadores e a disputa pelo título da Recopa Sul-Americana com o vencedor da principal competição do continente.

*Sob supervisão de Cida Rodrigues

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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