MATO GROSSO

Laboratórios de Solos da Unemat recebem selos de qualidade da Embrapa e do Instituto Agronômico

O Laboratório de Análises de Solo, Adubo e Foliar (Lasaf) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Alta Floresta, conquistou pelo 10º ano consecutivo a aprovação nos programas interlaboratoriais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Agronômico (IAC) recebendo com isso, respectivamente, os selos de Qualidade do Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade (PAQLF) e de Qualidade de Análise de Solo. E o Laboratório de Análise de Solos (LabSolos) da Unemat, em Pontes e Lacerda, recebeu seu primeiro Selo PAQLF após a retomada de suas atividades em 2022.

Os dois laboratórios receberam Certificado de Excelência durante o exercício interlaboratorial 2024/2025 por participar do programa da Embrapa Solos e demonstrar excelência em suas análises de fertilidade do solo. E o Lasaf também recebeu o Selo de Qualidade de Análise de Solo concedido pelo IAC, que atestou a competência e a qualidade do laboratório na realização de análises de solo para fins agrícolas, indicando que o laboratório obteve desempenho satisfatório nas análises de amostras.

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“Ao longo desses 10 anos de atividade, o Lasaf tem apresentado desempenho de excelência, estando entre os melhores laboratórios de análise do solo do Brasil em termos de qualidade de análise pelo 10º ano consecutivo”, destaca seu coordenador, professor Gustavo Caione que ainda reforça: “Para manter a certificação ao longo dos anos é necessário um trabalho permanente e estável, pois falhas em qualquer rodada de avaliação podem resultar em perda da certificação e descredenciamento”.

Já o Laboratório de Análise de Solo da Unemat, em Pontes e Lacerda, retomou suas atividades em 2022 sob a coordenação do professor Eurico Neto, sendo este o primeiro Selo PAQLF recebido nesta nova fase.

“Atualmente, o laboratório vem atuando nas atividades de pesquisa, ensino e extensão, nesse sentido destaca-se a prestação de serviço com mais de 5 mil análises de solos realizados nos últimos três anos, o que permitiu a automação do laboratório. Os próximos objetivos são a certificação para análise foliar”, explica Neto.

Selo PAQLF

É concedido desde 1992. A participação no programa é voluntária e visa avaliar e garantir a qualidade das análises laboratoriais, com base no Método Embrapa de Análise de Solos. Os laboratórios que obtêm conceito A ou B nas avaliações do PAQLF recebem o certificado de aprovação e o direito de utilizar o selo no ano seguinte.

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Selo do IAC

Atesta a competência e a qualidade do laboratório na realização de análises de solo para fins agrícolas, indicando que o laboratório obteve desempenho satisfatório. O Selo é concedido desde 2000 aos laboratórios de análises de solos que demonstram excelência em suas análises, obtendo conceitos A ou B.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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