MATO GROSSO
“Há 11 anos lutamos para sair do aluguel, agora vamos construir nossa família”, afirma moradora de Nova Mutum
Para Claísa Soares, receber as chaves do novo apartamento foi como abrir as portas para uma nova vida. Depois de 11 anos vivendo de aluguel e sonhando com um lar definitivo, ela e o marido agora conquistaram um lugar para chamar de seu.
“Eu e meu marido estamos há 11 anos lutando para sair do aluguel, e esse apartamento vai fazer uma diferença muito grande na nossa vida. Vamos poder construir nossa família aqui”, contou, emocionada.
Moradora de Nova Mutum, ela é uma das 256 pessoas que receberam, nesta segunda-feira (15.9), as chaves dos apartamentos do programa SER Família Habitação no residencial Cidade Bela.
Assim como Claísa, quem também esperou mais de uma década pela chance de conquistar a casa própria foi Augusto César, que paga R$ 1.500 de aluguel e afirmou que a entrega das chaves do apartamento é o início de uma nova etapa na vida.
“Moro há 15 anos em Nova Mutum e agora estamos conseguindo realizar esse sonho. É um momento de muita alegria, inexplicável. A nossa família está conquistando o primeiro sonho, que é a nossa moradia”, comemorou.
Os apartamentos foram adquiridos com subsídios do Governo do Estado, em parceria com Governo Federal e Prefeitura. Por meio do programa SER Família Habitação, o Governo de Mato Grosso concede até R$ 35 mil de subsídio para ser aplicado na entrada do imóvel.
A entrega das chaves foi realizada pelo governador Mauro Mendes e pela primeira-dama Virginia Mendes, idealizadora dos programas SER Família.
O governador lembrou que, assim que começou a família, foi morar em um apartamento da sogra, parecido com os que foram entregues às famílias em Nova Mutum, e ressaltou a emoção de adquirir o primeiro imóvel.
“Quando nós nos casamos, eu não tinha uma casa. Essa sensação gostosa que vocês estão vivendo hoje, de conquistar o seu primeiro lar, receber as chaves da casa própria, nós já vivemos, e isso é ao preço do trabalho, do acreditar, do lutar, do sonhar”, disse.
A primeira-dama Virginia Mendes observou que a casa própria significa mais dignidade e segurança para as famílias.
“Muito mais do que chaves, são sonhos sendo realizados e novas histórias que começam a ser escritas com dignidade e esperança. A parte mais importante desse governo é poder entregar um lar para as pessoas que mais precisam”, afirmou.
O presidente da MT Par, Wener Santos, destacou que o programa SER Família Habitação dá mais viabilidade para a construção de novas moradias no Estado, ajudando a reduzir o déficit habitacional e garantindo mais qualidade de vida às famílias beneficiadas, e apontou que os apartamentos do Residencial Cidade Bela estavam previstos para ser entregues apenas no segundo semestre de 2026.
O prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix, também ressaltou que os subsídios ajudam a reduzir o valor das parcelas, dando chances mais reais para que as famílias possam adquirir a casa própria.
“Que família teria disponível R$ 40 mil para dar de entrada? Hoje as famílias vão entrar na casa pagando uma parcela daquilo que é seu e que é muito mais barata do que o aluguel que pagam hoje. Isso é um programa com dignidade e respeito a cada pessoa”, observou.
Além do residencial entregue nesta segunda-feira, o município de Nova Mutum ainda conta com outros 2 residenciais contemplados no programa SER Família Habitação.
Solenidade
Também participaram da solenidade o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; deputados estaduais Beto Dois a Um, Dilmar Dal’Bosco e Hugo Garcia; o suplente de senador Mauro Carvalho; secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Klebson Gomes (Assistência Social), Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo); o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco, o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Gledson Bezerra; e a reitora da UFMT, Marluce Silva.
Após a entrega dos apartamentos em Nova Mutum, a comitiva do governo estadual seguiu para Barra do Garças, onde o governador e a primeira-dama vão inaugurar o Centro de Eventos Evaristo Roberto Vieira Cruz, a modernização da Escola Técnica Estadual, do Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck, reinauguração do Parque das Águas Quentes, do Lar dos Idosos Bem Viver e lançamento do programa “Barra + Qualidade de Vida”. A primeira-dama também fará a entrega de um cheque do Aniversário Solidário para a Associação Mato-grossense de Jiu-Jitsu Paraesportivo e a doação de uma cadeira de rodas especial para Daymon José Gomes dos Reis.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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