MATO GROSSO
Governo licita R$ 286,7 milhões em obras de infraestrutura
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) lançou licitações para construir cinco pontes e asfaltar 113,6 quilômetros de rodovias em todo o Estado de Mato Grosso. São cinco procedimentos licitatórios em andamento, com investimento previsto de R$ 286,7 milhões.
Uma das obras é a construção de uma ponte de 561,1 metros sobre o Rio Teles Pires, na rodovia MT-479, município de Itaúba. Esta será a quarta ponte com mais de 500 metros que será construída pela atual gestão, sendo que, antes de 2019, Mato Grosso não tinha nenhuma ponte com essa extensão.
A licitação foi autorizada pelo governador Mauro Mendes, durante cerimônia realizada em agosto. “É uma área que tem grande capacidade de crescimento e que hoje tem que dar uma volta gigantesca para poder escoar a produção”, informou o governador na ocasião, já que sobre o rio atualmente opera uma balsa.
O orçamento previsto para a obra é de R$ 45,7 milhões. A Concorrência Pública será realizada no dia 20 de setembro, a partir das 09h, por meio do Sistema de Aquisições, da Seplag-MT.
Outra ponte sobre o Rio Teles Pires será construída na MT-560, que liga Sorriso até Tapurah. Com 178 metros de extensão, a ponte será licitada junto com outra, sobre o Ribeirão Grande, de 49 metros, na mesma rodovia. O valor estimado da obra é de R$ 15,7 milhões.
A ponte sobre o Teles Pires irá substituir outra, que funciona como uma monovia, ou seja, há espaço para apenas um carro passar por vez no local, com estrutura inadequada. Já a ponte sobre o Ribeirão Madeira irá substituir outra de concreto. A licitação será realizada no dia 23 de setembro, a partir das 09h.
O Governo de Mato Grosso também vai asfaltar 78 quilômetros das MTs 208 e 419, entre os municípios de Carlinda e Novo Mundo. Nesta rodovia, a Sinfra-MT está construindo uma ponte de 692 metros sobre o Rio Teles Pires, que já está com 80% das obras concluídas.
“Uma rodovia estruturante na região norte, cruzando o Teles Pires, vai encurtar em 140 km para quem está em Alta Floresta para acessar a BR-163 e poder acessar os portos da região norte. Vai contribuir em muito com todo o desenvolvimento dessa região”, explicou o governador Mauro Mendes.
A obra está orçada em R$ 130,8 milhões e está dividida em dois lotes. O primeiro tem 28,87 km e vai de Carlinda até o Rio Teles Pires. Já o segundo lote tem 46,8 km entre a nova ponte e Novo Mundo. Também será executada a revitalização da travessia urbana de Novo Mundo.
Como esta é uma obra de grande vulto, ela será licitada com a cláusula de retomada no seguro garantia, o que garante que a obra será concluída. A licitação será realizada no dia 27 de setembro, às 09h, pelo Siag.
Chapada dos Guimarães
A Sinfra-MT também está com licitação aberta para construção de duas pontes na zona rural de Chapada dos Guimarães. Uma delas é sobre o Rio Manso, na MT-020, com 83 metros de extensão. Já a outra ponte tem 60 metros e fica na MT-515, sobre o Rio Roncador. Elas vão substituir estruturas de madeira, sendo que a do Rio Manso está destruída.
A licitação será realizada no dia 16 de setembro, às 14h, dividida em dois lotes – um para cada ponte. O valor estipulado para as obras é de R$ 10,4 milhões.
Região do Araguaia
A outra licitação lançada pela Sinfra-MT é para asfaltar 37,8 km da MT-109 na região do Norte Araguaia. O trecho liga Canabrava do Norte até a MT-322, no distrito de Espigão do Leste, de São Félix do Araguaia.
O valor da obra é de R$ 83,8 milhões, o que inclui o encabeçamento das pontes sobre o Rio Água Fria e sobre o Córrego Corgão. A licitação, com cláusula de retomada, será realizada no dia 21 de outubro, às 09h.
Todas as informações sobre licitações realizadas pela Sinfra-MT, podem ser encontradas no site da secretaria.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Para atender alta complexidade, Hospital Central tem médicos de 36 especialidades
Em julho, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso ampliará seu escopo de sete para 12 especialidades cirúrgicas 100% cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a unidade formou um corpo médico com profissionais especializados em 36 áreas diferentes da saúde. O objetivo dessa junta médica é fazer um atendimento integral ao paciente, já que o hospital recebe casos complexos, críticos ou de difícil diagnóstico.
Unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central atualmente realiza cirurgias pediátricas, ortopédicas pediátricas, ortopédicas oncológicas, urológicas, gerais, do aparelho digestivo e ginecológicas. Até o final de julho, o escopo se amplia para procedimentos vasculares, cardiovasculares, torácicos, de mastologia oncológica e neurocirurgias eletivas.
Coordenador médico do hospital, Thales Chelala explica que, além dos médicos diretamente ligados à cirurgia, a equipe soma profissionais de 36 áreas específicas da saúde. São clínicos gerais, intensivistas, nefrologistas, anestesiologistas, pediatras, geriatras, médicos de cuidados paliativos, hematologistas, otorrinolaringologistas, entre outros especialistas. Essa multidisciplinaridade é uma das principais características de um hospital de alta complexidade.
“Essa equipe é fundamental para que o paciente possa ter um diagnóstico preciso e rápido e uma qualidade assistencial diferenciada. Essa integralidade nos cuidados é o que distingue uma unidade de alta complexidade”, ponderou Chelala. Além da realização de cirurgias propriamente ditas, o Hospital Central realiza uma série de procedimentos que dão base e apoio ao tratamento. “Precisamos dessa visão completa do paciente para sermos assertivos no atendimento de casos mais complexos”, destacou.
Na medicina diagnóstica, por exemplo, a unidade dispõe de tomografia, ressonância magnética, ecocardiografia e ultrassonografia. “São exames sofisticados feitos por equipamentos com alta tecnologia e que dependem de profissionais qualificados para interpretá-los”, observou o coordenador. Seguindo o planejamento de implantação plena do hospital, estão outras grandes aquisições para o SUS de Mato Grosso, a hemodinâmica, já em funcionamento, e a mamografia, a ser implantada até agosto.
Já na medicina clínica, o apoio de especialistas ocorre durante todo o período da internação, seja nas unidades de terapia intensiva (UTI) ou nas enfermarias. “É uma engrenagem. Acompanhamos o paciente antes, durante e depois da cirurgia, que é a nossa principal atividade. Adotamos esse modelo assistencial porque ele garante que as necessidades, tanto cirúrgicas quanto clínicas, sejam atendidas de uma maneira mais abrangente e eficiente”, afirmou o coordenador.
Na prática, cada paciente é atendido por uma junta médica multidisciplinar e especializada. “É uma abordagem que faz muita diferença na medicina de alta complexidade, marcada por situações que demandam cirurgias mais sofisticadas, uso de tecnologia para o diagnóstico e casos com alto risco de vida. Aliar tecnologia com esse suporte humano é fundamental para cumprimos o papel do Hospital Central para o usuário do SUS em Mato Grosso”, contextualizou Alessandra Bokor, diretora da unidade.
É importante frisar que o cuidado interdisciplinar oferecido no Hospital Central ainda envolve outros profissionais da saúde essenciais aos planos terapêuticos, como nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros, entre outros.
O Hospital Central de Alta Complexidade atende pacientes de todos os municípios de Mato Grosso 100% pelo SUS. Como o foco é voltado para a alta complexidade, os pacientes são encaminhados à unidade pela Central Estadual de Regulação.
Fonte: Governo MT – MT
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