MATO GROSSO
Governo de MT publica edital da 3ª edição do Prêmio Eficiência e Inovação em Práticas Públicas
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) publicou, na edição do Diário Oficial desta terça-feira (8.7), o edital da terceira edição do Prêmio Eficiência e Inovação em Práticas Públicas, que vai reconhecer as melhores iniciativas implementadas no Poder Executivo estadual nos anos de 2024 e 2025.
As inscrições estarão abertas de 1º de dezembro de 2025 a 30 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo site www.seplag.mt.gov.br/sinovamt. As práticas públicas submetidas deverão atender aos critérios estabelecidos nas categorias “Transformação Digital”, “Redução de Custos ou Melhoria da Receita”, “Satisfação do Cidadão” e “Melhoria da Gestão Pública”.
A premiação busca incentivar práticas que melhorem a gestão pública, aumentem a eficiência, promovam a transformação digital, reduzam custos ou elevem a satisfação do cidadão. Podem participar servidores com vínculo ativo – civis e militares efetivos, comissionados ou contratados do Executivo estadual, em duplas ou em grupos de até cinco integrantes.
Serão premiadas até 15 práticas, com reconhecimento institucional de selo “Servidor Eficiente e Inovador”, passagens aéreas nacionais ou internacionais para os vencedores e seus acompanhantes, além de valores em dinheiro que chegam a R$ 200 mil por prática. Na subcategoria “Pequenas Economias”, os prêmios em dinheiro variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil.
O processo seletivo terá quatro etapas: resumo executivo, relato da prática, entrevista e apresentação oral (em formato pitch). O resultado final e o evento de premiação estão previstos para 15 de junho de 2026.
O edital completo, com regras, cronograma e categorias, está disponível no Diário Oficial do Estado e no portal da Seplag. Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail [email protected].
Confira o edital em anexo!
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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