MATO GROSSO

Governo de Mato Grosso participa de encontro nacional sobre regularização fundiária

O Intermat representou Mato Grosso em um encontro nacional que discutiu os desafios da regularização fundiária no Brasil. O evento reuniu governos estaduais e foi considerado um espaço de troca de experiências, em que erros e acertos foram debatidos com foco em avançar em políticas públicas para o setor.

A iniciativa foi promovida pelo Instituto de Regularização Fundiária e Patrimônio Imobiliário do Piauí (Interpi), em parceria com o MDA e o Consórcio Nordeste, com apoio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do Fundo Vale. A cerimônia de abertura foi realizada na última quarta-feira (3.9).

De acordo com a assessora executiva do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Iza Karol, a autarquia tem avançado na regularização fundiária. O Estado de Mato Grosso entregou, de 2019 a 2025, um total de 21.772 títulos definitivos à população, sendo estes 19.634 urbanos e 2.138 rurais.

Iza reforçou sobre as fases da regularização, que iniciam desde o protocolo à análise técnica, até a etapa final, além da importância das parcerias, consórcios e investimentos para ampliação das ações de regularização no estado.

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A regularização fundiária no Estado de Mato Grosso vem transformando a vida dos pequenos produtores rurais, especialmente os que vivem em assentamentos e tem na agricultura familiar sua principal fonte de sustento. Esse processo garante segurança jurídica, valoriza a terra e fortalece a produção, trazendo mais dignidade e oportunidades para as famílias que trabalham no campo.

A diretora do Fundo Vale, Patrícia Daros, defendeu ainda que a questão fundiária seja pauta na COP30, marcada para novembro em Belém, ressaltando a importância do tema nas discussões ambientais globais.

Durante o evento, foi assinado um memorando de intenções entre o Intermat e o MDA. Em 2023, o Governo de Mato Grosso entregou 8.134 títulos do programa Solo Seguro e liderou o ranking nacional entre os estados, seguido por Maranhão (4.793) e Pará (4.000).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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