MATO GROSSO

“Encontramos uma atmosfera de apoio e cuidado”, diz estudante da rede no primeiro dia de aula na Inglaterra

Os 100 estudantes da Rede Estadual de Ensino que participam da 2ª edição do Programa de Intercâmbio MT no Mundo, do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), desembarcaram na tarde do domingo (06.10) na Inglaterra e, nesta segunda-feira (07.10), já estavam distribuídos em salas de aulas de escolas localizadas nos arredores de Londres como Oxford, Brighton, Canterbury, Bournemouth, Cambridge, Bristol e Liverpool.

Eles ficarão 21 dias imersos em uma experiência de estudo da língua inglesa, além de ter o contato com a cultura britânica durante três semanas. Também participam 14 professores de Inglês que atuam como monitores, além de outros cinco professores de Inglês representando as Diretorias Regionais de Educação (DREs) que obtiveram as melhores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023.

Para Roberta Rampazzo, estudante da rede estadual em Campo Verde, não há como mensurar os benefícios deste intercâmbio. “Me sinto realizada já no primeiro dia de aula. Encontramos uma atmosfera de apoio e cuidado. Uma recepção calorosa e professores dispostos a ensinar de acordo com o conhecimento de cada um de nós. É tudo muito natural”.

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No primeiro dia de aula do grupo de estudantes matriculados no The Oxford English Centre, o clima foi de interatividade, como define Guilherme Hildebrant, de Primavera do Leste. “Os professores nos receberam de forma muito amistosa e têm nos tratado bem. No meu caso, ajudou a assimilar melhor o conteúdo das aulas. Durante as três semanas de estudo, espero ampliar muito o conhecimento e a minha pronúncia”.

Maria Eduarda é de Cocalinho e também se encantou com a forma com a qual foi recebida. “O primeiro dia de aula foi muito tranquilo. Vi o quanto é importante esse contato direto com nativos de língua inglesa. Em poucas horas já estávamos interagindo. The Oxford English Centre tem uma atmosfera informal e muito amigável, o que nos proporcionou um excelente ambiente para o estudo”.

Juliana Taborelli, líder da Política de Línguas Estrangeiras da Seduc, está acompanhando o grupo de estudantes em Oxford. Segundo ela, está sendo um privilégio os estudantes de Mato Grosso aperfeiçoarem o inglês nas cidades universitárias mais famosas e tradicionais do mundo. “Esta ação já faz parte da vida de 200 estudantes desde a primeira edição e tem provocado reações positivas em toda a comunidade escolar”.

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Ela observa que Oxford fica a apenas uma hora de Londres e é uma das cidades universitárias mais antigas do mundo de língua inglesa. “Além do aprimoramento da língua, nossos estudantes vão poder conhecer jardins e parques exuberantes e cheios de história”, completou Juliana, destacando também a Biblioteca Bodleian e o Museu Ashmolean, que ficam no centro de Oxford.

De acordo com a Seduc, nessas duas edições do intercâmbio, o governo já investiu R$ 10,7 milhões. Eles viajam com todas as despesas pagas pelo Estado, incluindo passagens aéreas, hospedagem e suporte durante a estadia. Além disso, cada estudante receberá uma ajuda de custo semanal de 250 libras esterlinas durante a estadia.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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