MATO GROSSO

Em evento, Setasc apresenta ações que mudam a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade em MT

As políticas públicas e os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso na área da assistência social e cidadania, voltadas à segurança alimentar no Estado, a exemplo do Programa SER Família, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, foram apresentadas durante o Encontro SISBIN Centro-Oeste, com o tema Desafios à Segurança Alimentar no Centro-Oeste. O evento foi realizado nesta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa (ALMT).

A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Paes Bugalho, participou da primeira mesa, com o tema “Desafios à Segurança Alimentar: atuação do Poder Público”, e ministrou a palestra “Gestão Pública – Proteção dos Direitos Sociais”, e apresentou o Plano de Segurança Alimentar do Estado e ações realizadas por meio do Programa SER Família.

Os investimentos são voltados à promoção da segurança alimentar da população em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso, não apenas com a entrega de cestas de alimentos e transferência de renda, mas também a partir da capacitação para inserção no mercado de trabalho.

“Como ajudar pessoas que estão em situação de extrema vulnerabilidade e proporcionar políticas públicas para que elas se desenvolvam e deixem de estar nessa situação. Essa é a grande missão da Assistência Social, mas também de outras secretarias, de forma transversal, e foi estabelecida através do Plano Estadual de Segurança Alimentar, em parceria com o Ministério Público e com várias secretarias, como a Educação, a Saúde, Infraestrutura e Agricultura Familiar, é uma política transversal. O plano traz várias atribuições às secretarias a curto, médio e longo prazo”, explicou a secretária.

Durante a apresentação, Grasi Bugalho também falou sobre a reativação do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em 2024, por meio da Lei nº 12.415, que agora está ligado a estrutura da Setasc, por meio da Superintendência de Segurança Alimentar e Nutricional, e é composto pela sociedade civil e organismos públicos.

“O Consea é que acompanha e debate a aplicação das políticas públicas em âmbito estadual, e traz a visão da sociedade, pois muitas vezes a gente desenha políticas públicas que no olhar do gestor atende, mas no olhar de quem recebe a política, ainda falta algo. Então, essa flexibilidade na política pública tem que existir quando se fala em segurança alimentar nutricional, e é o conselho quem nos dá esse parâmetro”, esclareceu a secretária.

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Em relação às políticas públicas, ela lembrou que Mato Grosso possui, atualmente, o maior programa social da história do Estado, e que foi pensado e idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, que foi primeira-dama de município e sabe que “é lá que o problema bate na porta”.

“O Programa SER Família foi pensado em várias faces, sendo a primeira para complementar o Bolsa Família ou cobrir o que chamamos de descobertura do Bolsa Família, que são aquelas pessoas que estão em situação de invisibilidade e por algum motivo o programa não chegou até ela. O cartão de transferência de renda é um cartão para aquisição de alimentos para pessoas que têm renda abaixo de R$ 105. O cartão tem o valor de R$ 220. Assim nasceu o Programa SER Família, que desde 2019, quando foi implantado de forma emergencial devido a pandemia. Ele tem vários recortes, para a criança, para o idoso, dando acesso à medicamentos e também na compra de material escolar”, explicou.

A secretária ressaltou que já foram investidos R$ 119 milhões apenas nos cartões de transferência de renda para as 63.731 famílias assistidas, mas que o Programa SER Família vai mais além.

“O SER Família vai além da transferência de renda, ele olha de uma forma geral, trazendo promoção de cidadania e inclusão social para essas pessoas. Falando especificamente da segurança alimentar, nós temos o SER Família Solidário, que é um programa de apoio aos municípios por meio do envio de cestas básicas que serão entregues para as famílias em vulnerabilidade. Nós também temos o Restaurante Prato Popular, em Cuiabá, que é do Governo do Estado, que nunca fechou, diferente do restaurante do município”, destacou.

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No local, são servidas 600 refeições no almoço, e mais 200 marmitas que são entregues à população em situação de rua, todos os dias da semana. Além disso, são feitas entregas de filtros de barros, principalmente às populações indígenas e ribeirinhas, que muitas vezes não têm acesso à água tratada.

Durante a explanação, Grasi ainda citou o SER Família Criança, que possui contraturno escolar para atendimento das crianças, com projeto piloto em Cáceres, que oferece, além do reforço escolar, a alimentação, garantindo a segurança alimentar, e o SER Família Mulher, que atende mulheres vítimas de violência, de baixa renda e com medida protetiva, repassando o auxílio moradia no valor de R$ 600.

O SER Família Capacita também foi mencionado como um mecanismo de desenvolvimento social em Mato Grosso, objetivando a inserção, ou reinserção das pessoas no mercado de trabalho por meio da qualificação profissional.

“Os desafios que o Estado de Mato Grosso enfrenta são os mesmos do Brasil. O grande diferencial é que Mato Grosso, em razão de uma gestão fiscal que teve desde o início deste governo, o governador Mauro Mendes proporciona hoje ao Estado um nível de investimento diferenciado. Estamos em primeiro lugar em empregabilidade, no SINE temos uma média de três mil vagas abertas e não preenchidas. E o nosso grande desafio é proporcionar o primeiro atendimento da assistência social a esse público em situação de pobreza, para que ele tenha segurança alimentar e, após isso, a capacitação”, finalizou.

Participaram da mesma mesa a superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul (SMDA/MS), Marina Ricardo Nunes Viana e o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (SEAPA/GO), Pedro Leonardo de Paula Rezende. A mesa foi mediada pelo analista da Superintendência Estadual Mato Grosso da ABIN, Diogo Amorim.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Delegada-geral destaca fortalecimento da Polícia Civil e avanço no combate às facções criminosas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu investimentos expressivos ao longo dos últimos sete anos, garantindo melhores estruturas, mais valorização dos servidores, reforço no efetivo e o aprimoramento das ações de inteligência, resultando no fortalecimento da instituição e na melhoria de indicadores criminais.

À frente da instituição desde 2023, a delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, ressalta as principais ações desenvolvidas pela instituição, os resultados alcançados no combate à criminalidade e os desafios enfrentados na área da segurança pública.

Confira a entrevista abaixo:

Quais foram os desafios encontrados quando a senhora assumiu a gestão da Polícia Civil?

Assumimos a gestão em 2023 com o desafio de fortalecer a estrutura da Polícia Civil, valorizar os servidores e ampliar a capacidade de resposta da instituição em um estado de dimensão continental como Mato Grosso – um trabalho exigiu planejamento, diálogo e decisões firmes desde o início.

Na época, os principais desafios foram recompor e fortalecer o efetivo, e conseguimos o reforço de 46 delegados, 384 investigadores e 290 escrivães, além de continuar a modernização da investigação, ampliar a presença da Polícia Civil no interior e promover um intenso combate às facções, aos crimes violentos e a violência contra grupos vulneráveis.

Agora, o grande desafio é acompanhar a evolução da criminalidade com uma polícia cada vez mais técnica, moderna e eficiente. Para isso, temos investido em inteligência, tecnologia, capacitação, integração entre unidades e fortalecimento das delegacias no interior.

Quais foram os avanços da Polícia Civil ao longo dos últimos anos?

A Polícia Civil conquistou muitos avanços nos últimos sete anos, mas, especialmente nesses três anos e 6 meses de gestão, avançamos muito na valorização profissional, na melhoria das condições de trabalho, na capacitação de servidores e na modernização das ferramentas utilizadas na atividade policial. Também buscamos uma gestão mais próxima, ouvindo as demandas das unidades e dos profissionais. Despertamos o sentimento de pertencimento.

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A população também passou a contar com uma Polícia Civil mais estruturada, mais integrada e mais presente. Houve avanço no atendimento digital, na qualificação das investigações, na ampliação de operações e no atendimento mais humanizado, especialmente às vítimas de violência doméstica.

Vejo esses avanços como resultado de planejamento e compromisso institucional. Os investimentos em tecnologia, estrutura, viaturas, equipamentos, especialmente na capacitação e inteligência trouxeram mais eficiência à investigação e melhores respostas à sociedade.

O que a senhora considera que deixará como legado à Polícia Civil desse período em que está na gestão?

Acredito que o principal legado é uma instituição mais estruturada, mais valorizada e mais consciente do seu papel estratégico na segurança pública. Uma Polícia Civil que investiga com técnica, atua com firmeza e mantém o compromisso com a sociedade.

Ao longo dos anos a Polícia Civil vem aumentando gradativamente o número de operações e o volume de prisões, apreensões e outras medidas cautelares. Qual foi a metodologia adotada pela Polícia Civil para garantir mais eficiência em todo o Estado de Mato Grosso?

Adotamos uma metodologia baseada em planejamento, inteligência policial, análise de dados e integração entre as unidades. As operações passaram a ser construídas com foco em alvos prioritários, repressão qualificada e enfraquecimento das estruturas criminosas, promovendo especialmente na asfixia financeira. Tudo isso fortalece a investigação e permite uma resposta mais rápida e precisa.

E como a senhora avalia a atuação da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas?

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A Polícia Civil tem atuado de forma firme, técnica e estratégica. O enfrentamento à criminalidade não se limita às prisões; também buscamos descapitalizar as facções, bloquear valores, apreender bens e enfraquecer financeiramente essas organizações.

Como quanto ao combate aos crimes informáticos praticados por meio eletrônico?

Temos ampliado a atuação nessa área com capacitação, ferramentas tecnológicas e unidades preparadas para investigar crimes praticados no ambiente virtual. É uma criminalidade dinâmica, que exige atualização constante e resposta técnica.

A Polícia Civil está preparada para dar uma resposta à sociedade no combate à criminalidade?

Sim. A Polícia Civil está cada vez mais preparada, com servidores capacitados, investimento em tecnologia, atuação integrada e foco na investigação qualificada. Evidentemente, os desafios são permanentes, mas a instituição tem demonstrado capacidade de resposta.

Há um anseio geral da sociedade no combate aos crimes de violência praticada em razão do gênero, especialmente dos feminicídios. Como a Polícia Civil tem contribuído nesse combate?

Esse é um tema tratado como prioridade. A Polícia Civil atua na repressão, na investigação qualificada, no atendimento humanizado às vítimas e na integração com a rede de proteção.

Qual o planejamento da Polícia Civil para os próximos meses deste ano?

Nosso planejamento é continuar fortalecendo a presença da Polícia Civil em todo o Estado, com foco na investigação qualificada, no combate às organizações criminosas, na redução dos crimes violentos e na melhoria do atendimento à população. Também seguimos investindo em tecnologia, capacitação e integração entre as unidades.

Fonte: Governo MT – MT

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