MATO GROSSO

Documentário com apoio da Secel revela protagonismo feminino na expedição Roncador-Xingu

Com previsão de ser lançado em março deste ano, o documentário de curta-metragem “Memórias de Alda” destaca o protagonismo feminino na Expedição Roncador-Xingu, lançada pelo governo Getúlio Vargas como parte da “Marcha para o Oeste” entre 1943 e 1961. Esposa do coronel Flaviano de Mattos Vanique, figura central nos anos iniciais da expedição, Alda Vanique ganha na obra relevância histórica até então pouco retratada num contexto marcado por profundas transformações sociais, políticas e territoriais. As narrativas oficiais estão sob a ótica do marido e dos irmãos Villas-Bôas, que assumiram depois a expedição e acabaram virando referência no trabalho indigenista brasileiro.

Dirigido por Fátima Rodrigues, o documentário é uma proposta pública aprovada no Edital nº 15/2023/SECEL-MT e financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A produção conta com apoio institucional do Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia. O curta é produzido no município de Barra do Garças.

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A obra evidencia a história de uma jovem mulher da alta sociedade gaúcha, de vida social intensa, que, em 1946, deixou o Rio Grande do Sul para viver no interior de Mato Grosso, no município de Nova Xavantina, ao lado do marido. A narrativa destaca os desafios enfrentados por Alda em um contexto cultural profundamente distinto daquele em que foi criada. A história da protagonista permanece viva na memória dos moradores, onde integra a narrativa da criação do município. Alda é lembrada no imaginário popular como a “primeira-dama” da cidade.

O documentário também apresenta a trajetória de Diacui, indígena do povo Kalapalo, que, em 1952, casou-se com o sertanista Ayres Cunha. As histórias de Alda e Diacui se entrelaçam ao longo do documentário e revelam perspectivas distintas femininas em meio à tragédia pessoal, à conquista territorial e ao contexto histórico da Marcha para o Oeste, no eixo Sul-Sudeste-Centro-Oeste do país.

Produtores do curta realizaram entrevistas com moradores e historiadores de Barra do Garças, Nova Xavantina e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Entre os entrevistados está Cláudio de Mello Sander, sobrinho de Alda Vanique, que esteve em visita ao município de Nova Xavantina em dezembro do último ano. Meses após a morte da esposa, em 1946, o coronel Vanique deixou a liderança da expedição, que teve a condução repassada aos irmãos Villas-Bôas. Outras cidades também foram criadas em pontos de entroncamento para servir de base à expedição. É neste contexto que, em 1961, foi instituído o Parque Nacional do Xingu.

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Para a diretora Fátima Rodrigues, contar a história de Alda e de Diacui é resgatar narrativas femininas sem visibilidade na história oficial do país. “Alda tem uma relevância histórica ainda pouco retratada. A história da Expedição Roncador-Xingu quase sempre foi contada sob a ótica do coronel Vanique ou dos irmãos Villas-Bôas. Hoje, temos a oportunidade de apresentar a perspectiva dessas mulheres”, destaca.

*Com informações da assessoria do projeto cultural

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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