MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros orienta para a segurança de crianças e adolescentes em casa e locais públicos

Ambientes domésticos, locais públicos e até o mundo digital podem esconder riscos para crianças e adolescentes. Para prevenir acidentes e proteger os menores, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso preparou dicas e orientações de segurança para que pais e responsáveis garantam a proteção de crianças e adolescentes. Confira abaixo:

Cuidados em casa

A cozinha requer atenção redobrada devido a utensílios cortantes, fogão, gás e produtos químicos. É fundamental supervisionar as crianças nesse espaço. Armazene facas e utensílios em prateleiras altas, e mantenha produtos de limpeza em armários fechados. Explique os perigos da cozinha, ensine o uso seguro dos utensílios e a importância de não correr ou brincar no local.

No quarto, fixe estantes e prateleiras na parede para evitar quedas. Escolha móveis com bordas arredondadas e instale grades de proteção nas camas. Garanta boa iluminação, com luz noturna, e evite objetos pequenos que possam ser engolidos.

O banheiro apresenta riscos devido à água e superfícies escorregadias. Instale tapetes antiderrapantes e supervisione crianças pequenas durante o banho, nunca deixando-as sozinhas na água. Armazene medicamentos e cosméticos em armários fechados e, de preferência, em locais altos. Mantenha o piso seco e retire aparelhos elétricos da tomada após o uso para evitar acidentes.

Na sala de estar, organize os móveis para prevenir quedas e opte por peças com bordas arredondadas. Utilize capas para sofás e cadeiras e evite fios elétricos expostos, mantendo brinquedos em ordem.

A área externa e a lavanderia também podem apresentar riscos. Na lavanderia, mantenha produtos de limpeza e inseticidas trancados e evite deixar a porta aberta. Ensine as crianças sobre os perigos de brincar com fios elétricos e mantenha-as longe durante o uso de churrasqueiras.

Dicas de segurança em locais públicos

  • Sempre mantenha um olho nas crianças e adolescentes, especialmente em locais movimentados, como shoppings e parques;
  • Ensine as crianças a carregarem uma identificação com nome e telefone dos pais. Considere o uso de pulseiras de identificação em saídas;
  • Estabeleça um local de encontro em caso de separação. Isso ajuda a evitar pânico e facilita a reunião;
  • Converse com as crianças sobre a importância de não falar ou aceitar ajuda de estranhos. Ensine-as a procurar um adulto de confiança, como um policial ou funcionário, se se sentirem inseguras;
  • Utilize aplicativos de rastreamento e mantenha os celulares carregados para facilitar a comunicação. Ensine-os a usar o celular para emergências;
  • Oriente sobre como se comportar em transportes públicos. Ensine a ficar perto do acompanhante e a não se distrair com o celular;
  • Em parques e áreas de lazer, supervisione o uso de equipamentos. Verifique a segurança das atrações antes de permitir que as crianças brinquem;
  • Em eventos ou feiras, escolha alimentos de locais confiáveis e evite aceitar comida de estranhos;
  • Instrua as crianças a sempre desconfiar de situações que pareçam estranhas ou desconfortáveis e a buscar ajuda imediatamente;
  • Se possível, faça simulações de situações de emergência com as crianças, para que saibam como reagir em caso de necessidade.
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Segurança em piscinas, rios e lagos

“A vigilância deve ser redobrada em relação a crianças e adolescentes em ambientes aquáticos, pois, segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o afogamento é a segunda causa de óbito de crianças de 1 a 4 anos. Para garantir a segurança, algumas medidas preventivas são essenciais”, falou o diretor operacional adjunto do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia.

Nas piscinas, instale cercas ao redor para limitar o acesso e garantir supervisão. Proteja os ralos de sucção com dispositivos anti-aprisionamento. Essa precaução evita que crianças fiquem presas pelos cabelos. Dados da Sobrasa indicam que crianças de 4 a 12 anos que sabem nadar correm mais risco de afogamento devido à sucção da bomba em piscinas.

O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro. Evite boias, pois oferecem falsa segurança e podem causar desatenção. A boia-colete é ideal para crianças pequenas, pois envolve o peitoral e os braços. Boias lúdicas devem ser usadas apenas como brinquedos, sob supervisão. Evite boias redondas e com alças, que podem causar escorregões.

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Para crianças maiores e adolescentes, escolha coletes que se ajustem bem ao corpo, permitindo movimento. Verifique sempre a flutuabilidade adequada para o peso e a idade do usuário, além das especificações do fabricante. Assegure a integridade da válvula do colete para evitar vazamentos.

No ambiente digital

O mundo digital, embora traga inúmeras oportunidades, também esconde perigos significativos para as crianças, como demonstram estatísticas de crimes cibernéticos. Segundo a SaferNet, entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil, representando 64% de todas as notificações de crimes na internet.

O uso crescente de tecnologias como deepfakes e inteligência artificial tem facilitado a criação e disseminação de conteúdos abusivos, tornando o ambiente digital ainda mais arriscado. Apenas em 2025, 30% das denúncias foram relacionadas a crimes sexuais, destacando a vulnerabilidade das crianças nesse espaço.

É essencial que pais e responsáveis se mantenham informados e adotem medidas preventivas. É importante cultivar um diálogo aberto sobre os riscos da internet, utilizar ferramentas de controle parental e incentivar as crianças a relatar situações desconfortáveis.

Para denunciar conteúdos criminosos online, siga estes passos: ligue para o Disque 100, disponível 24 horas, ou envie uma mensagem via WhatsApp para (61) 99611-0100. Vá até a delegacia da Polícia Civil mais próxima ou ligue para a Polícia Militar pelo número 190 em casos de emergência.

Você também pode buscar os conselheiros do Conselho Tutelar, que encaminharão a denúncia às autoridades. Para casos de abuso sexual infantil com indícios de ação internacional, contate a Polícia Federal pelo Comunica PF.

Acesse o site da SaferNet Brasil para fazer denúncias anônimas e use os canais das redes sociais para reportar crimes e conteúdos inadequados.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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