MATO GROSSO
Confira programação do Campeonato Brasileiro de Motocross neste domingo (25)
A 3ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross continua neste domingo (25.5), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. As atividades começam pela manhã, às 8h, com treinos livres. As provas oficiais começam às 11h30. O encerramento está previsto para às 16h10. No local, foram instaladas arquibancadas cobertas para oferecer mais conforto aos visitantes.
Para facilitar o acesso ao Parque, há uma linha especial de transporte coletivo saindo a cada 30 minutos do Shopping Pantanal até o Parque Novo Mato Grosso, viabilizada por uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel) e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). Neste domingo, a circulação será gratuita por conta da lei municipal que garante gratuidade a todos os usuários do transporte público, mas é preciso ter o cartão de transporte.
Confira a programação completa deste domingo:
DOMINGO (25/05)
Treinos Livres
08h00 às 08h20 – MX2
08h25 às 08h45 – MX1
08h50 às 09h10 – MXJR
Treinos Cronometrados
09h15 às 09h35 – MX2
09h40 às 10h00 – MX1
10h05 às 10h25 – MXJR
Manutenção de pista – 1h05min
Provas Oficiais
11h30 – MX2 (30 min. + 2 voltas)
12h30 – MX1 (30 min. + 2 voltas)
13h30 – MXJR (20 min. + 2 voltas)
14h00 – Pódio: MXJR
Manutenção de pista – 30 minutos
14h30 – MX2 (30 min. + 2 voltas)
15h30 – MX1 (30 min. + 2 voltas)
16h10 – Pódio: MX2 e MX1
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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