MATO GROSSO

Comitiva mato-grossense estuda modelo de ZPE no Ceará para aplicar em Cáceres

Uma comitiva de Mato Grosso formada por representantes do Governo do Estado e do setor industrial realizou, nesta terça-feira (8.7), uma missão técnica ao Ceará com foco no desenvolvimento logístico e industrial do estado. A visita teve como destino a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará e o Porto de Pecém (CE), referência nacional em operação alfandegada integrada à indústria exportadora.

A missão foi liderada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e pelo presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, e contou com a participação do presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (AZPEC), Aécio Rodrigues. O objetivo foi conhecer a estrutura, o modelo de governança e as estratégias que fizeram da ZPE cearense um caso de sucesso, visando aplicar as boas práticas no projeto da ZPE de Cáceres, uma das principais apostas do Estado para agregar valor à produção e ampliar sua presença no mercado internacional.

Com mais de 95 milhões de toneladas movimentadas desde 2016, a ZPE do Ceará já responde por mais da metade das exportações daquele Estado e gera cerca de 80 mil empregos diretos e indiretos. A estrutura é integrada ao Complexo Industrial e Portuário de Pecém, reunindo setores como siderurgia, energia, mineração e hidrogênio verde, com forte foco em sustentabilidade, inovação e industrialização.

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Segundo César Miranda, Mato Grosso quer acelerar a implantação da ZPE de Cáceres com base na experiência cearense.

“A ZPE do Pecém foi a primeira a operar no Brasil e hoje é a única em pleno funcionamento. Conhecer os desafios superados por eles nos ajuda a evitar erros e reduzir riscos. A estrutura, a mão de obra qualificada e a governança de ganha-ganha que eles construíram servem de modelo para nós. Queremos que a ZPE de Cáceres siga essa linha: sustentável, eficiente e geradora de emprego e renda”, afirmou o secretário.


O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, destacou a importância da articulação entre Estado, setor produtivo e zona de exportação para garantir uma estratégia sólida de atração de investimentos.

“A visita nos mostrou como a sinergia entre porto, ZPE e governo estadual fez toda a diferença para o sucesso do Ceará. Mato Grosso tem uma produção forte, especialmente de commodities, e a industrialização via ZPE é o caminho para agregar valor. Precisamos trabalhar com inovação, logística e infraestrutura para transformar essa vocação produtiva em desenvolvimento econômico real”, avaliou.

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O presidente da AZPEC, Aécio Rodrigues, reforçou que a visita trouxe aprendizados práticos para a fase de operação que começa em breve.

“Nosso foco aqui foi entender, na prática, como se dá o funcionamento de uma ZPE que já opera há mais de uma década. Saímos com informações importantes sobre procedimentos, eficiência e atração de empresas. Já fizemos um projeto piloto com cinco cargas exportadas e estamos prontos para iniciar a operação plena em agosto”, adiantou.

No primeiro dia da missão, a delegação mato-grossense foi recebida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante. Também conheceram o Observatório da Indústria do Ceará e as soluções integradas pelo Sistema Fiec, fortalecendo o intercâmbio institucional entre os dois estados.

Também fizeram parte da delegação o secretário-adjunto de Indústria e Comércio da Sedec, Anderson Lombardi; o diretor administrativo-financeiro da ZPE de Cáceres, Guilherme Oliveira Carvalho; o vice-presidente da Fiemt, Heloizo Motta; e a superintendente da Fiemt e do IEL, Fernanda Campos.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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