ESPORTES
São Paulo perde para o Cuiabá na Arena Pantanal pelo Brasileirão
O Cuiabá Esporte Clube conquistou uma importante vitória neste sábado, ao derrotar o São Paulo por 2 a 0 na Arena Pantanal, em jogo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com uma atuação consistente e eficiente, o Dourado mostrou sua força como mandante e deu um passo significativo na luta contra o rebaixamento.
O time mato-grossense não deu chances ao adversário e abriu o placar logo aos 3 minutos de jogo. Após cobrança de falta de Clayson, Bruno Alves aproveitou o desvio de Pitta e, com um belo gol de bicicleta, colocou o Cuiabá na frente.
O Dourado manteve a pressão e ampliou a vantagem aos 41 minutos. Após erro na saída de bola do São Paulo, Lucas Fernandes recuperou a posse e serviu Clayson, que finalizou com categoria para fazer 2 a 0.
Controle no segundo tempo
Na etapa final, o Cuiabá adotou uma postura mais defensiva, mas sem abrir mão de contra-atacar. A equipe chegou perto de marcar o terceiro gol aos 30 minutos, quando Ramon recebeu passe de Pitta, mas finalizou para fora.
Impacto na tabela
Apesar da vitória expressiva, o Cuiabá permanece na 19ª posição, agora com 26 pontos. No entanto, o resultado renova as esperanças da equipe na luta contra o rebaixamento.
Esta vitória sobre o São Paulo demonstra o potencial do Cuiabá e sua capacidade de surpreender equipes mais bem colocadas no campeonato. O desafio agora é manter o bom desempenho nas próximas rodadas para escapar da zona de rebaixamento.
Próximos desafios
O Cuiabá volta a campo no dia 18 de outubro, quando enfrenta o Atlético-GO fora de casa, em confronto direto na parte de baixo da tabela. A partida está marcada para as 19h, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia.
FICHA TÉCNICA
CUIABÁ 2 X 0 SÃO PAULO
Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data: 05/10/2024
Horário: às 19h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Lucas Fernandes e Matheus Alexandre (Cuiabá); André Silva e Arboleda (São Paulo)
GOLS: Bruno Alves, aos 3′ do 1ºT e Clayson, aos 41′ do 1ºT (Cuiabá)
CUIABÁ: Walter; Marllon, Alan Empereur e Bruno Alves; Matheus Alexandre, Fernando Sobral (Lucas Mineiro), Lucas Fernandes (Denilson) e Ramon; Gustavo Sauer (Jonathan Cafu), Clayson (André Luis) e Isidro Pitta (Eliel). Técnico: Bernardo Franco
SÃO PAULO: Rafael; Rafinha (Igor Vinícius), Arboleda, Sabino e Jamal Lewis (Liziero); Luiz Gustavo e Bobadilla (Rodrigo Nestor); Wellington Rato (William Gomes), Luciano e Lucas; André Silva. Técnico: Luis Zubeldía
Fonte: Esportes
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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